“Comenta-se que o prefeito não teria ficado nada contente com o fortalecimento político de Roberto Carlos (foto)”

1 – SENHORAS E SENHORES,
está pegando muito mal entre servidores municipais, principalmente, a recusa do prefeito José Carlos do Pátio (SD) em nomear o presidente eleito para gestar o Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Rondonópolis (Impro), Roberto Carlos de Carvalho. A versão oficial é que o prefeito estaria “inseguro” em assinar a portaria de nomeação por conta de ser a terceira vez que o eleito seria investido no cargo, quando previsto por lei é que ele poderia ocupar o cargo por no máximo duas vezes. O argumento é frágil, pois a primeira vez que Roberto Carlos esteve dirigindo o Impro foi por nomeação e provocado por uma decisão judicial, tendo sido eleito em seguida pela primeira vez e, por consequência, essa seria a segunda agora, caso seja efetivamente nomeado para o cargo. Outro fato estranho a se levar em consideração é o fato de que a comissão eleitoral que conduziu o processo de escolha do gestor não viu nenhuma irregularidade na sua candidatura e a sua eleição chegou a ser homologada e publicada em Diário Oficial.

Mas o que se comenta mesmo à boca miúda pelos corredores da Prefeitura é que o prefeito não teria ficado nada contente com o fortalecimento político de Roberto Carlos, que, além de se eleger para o Impro, elegeu sua candidata no ServSaúde, a servidora Rozalina Carvalho Ruiz Gomes, que já foi nomeada para o cargo, derrotando inclusive a candidata de Pátio: a ex-secretária Carmem Garcia Monteiro. A moral de Roberto Carlos está tão alta que seu nome já é tido para muitos como o nome ideal para vice-prefeito na eleição de 2024. Outro fato que contribui com a recusa do prefeito em assinar a nomeação é o fato de Roberto Carlos ser do mesmo partido do ex-prefeito Adilton Sachetti, o Republicanos, e como todos sabem muito bem, o ex e o atual prefeito nunca se entenderam muito bem.

2 – E POR FALAR EM QUEDA DE BRAÇO,
quem também não anda se entendendo muito bem são os deputados estaduais e o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, e deputados, que aprovaram a proibição da exigência do comprovante de vacinação, o chamado Passaporte Vacinal, em qualquer estabelecimento público ou privado no estado. O secretário argumenta que os deputados tomaram uma decisão política, visando fazer “média” com seus eleitores, quando a decisão deveria ter um caráter puramente técnico, lembrando inclusive uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que já validou a necessidade do comprovante, no caso para pessoas que venham do exterior e queiram adentrar o país. Mais recentemente, uma portaria do Ministério da Educação que desobrigava a apresentação do comprovante de vacinação nas universidades públicas do país também foi derrubada pelo ministro Ricardo Lewandowski.

A situação chegou até o governador Mauro Mendes (DEM), que concluiu que os deputados poderiam ter “extrapolado” suas atribuições e que a decisão caberia às autoridades sanitárias e não aos políticos. De tudo, o que se depreende de longe é que a lei simplesmente não terá eficácia, pois já há um consenso de que a decisão cabe realmente às autoridades da área da saúde no país, no estado e nos municípios. O assunto ainda deve render polêmicas novas e nós iremos acompanhar.

3 – O RODÍZIO DE MANDATO
deve continuar e tomar força em 2022 na Câmara de Rondonópolis. Um dos parlamentares que já confirmou que pode se licenciar é o vereador Beto do Amendoim (PTB), cujo primeiro suplente é o ex-vereador João Mototáxi, que, no entanto, não deve assumir o mandato por conta de responder pela Defesa Civil do Município, abrindo a oportunidade para engenheiro sanitarista Jamal Badie Daud, amigo e pessoa de confiança do prefeito José Carlos do Pátio, que é o articulador por trás desse rodízio de vereadores.
A manobra, que pode parecer estranha para alguns, não traz prejuízos aos cofres públicos ou ao trabalho parlamentar, podendo até ser um fator positivo, já que no afã de aparecer para seus eleitores e para a sociedade no geral, esses suplentes investidos no cargo acabam se desdobrando para apresentarem bons projetos e propondo boas iniciativas.

Reginaldo Santos: “Teria havido um desgaste na relação com o prefeito após a defesa do pagamento dos restos do Fundeb para os servidores municipais da Educação”

4 – E DEPOIS DE UM ANO COLHENDO DESGASTES,
o vereador Reginaldo Santos (SD) deve deixar a liderança do prefeito na Câmara. A troca de líder em si é algo rotineiro e que cabe ao chefe do Executivo definir quem fica e quem sai, não cabendo questionamentos quanto a isso. Mas, no caso em questão, a troca é dada como certa por alguns próximos ao prefeito e ao vereador, por conta principalmente do desgaste da sua relação com Pátio, que por sua vez se deveria principalmente por conta da sua defesa para lá de enfática do pagamento dos restos do Fundeb para os servidores municipais da Educação, que teve momentos tensos, que obrigou o edil a ser firme na defesa do direito da categoria de trabalhadores, que respondem por grande parte dos seus eleitores.

Ainda não se sabe quem poderá ser o novo líder do prefeito, se é que ele realmente vá mudá-lo, mas ele, com certeza, deverá escolher um nome mais “amistoso” ou menos questionador e mais alinhado com seu modo de pensar e principalmente de agir.
Por hoje é só. Nos vemos daqui a uma semana para conversarmos mais um pouco sobre política. Até lá!

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