Pressionado e cobrado por lideranças, o Congresso Nacional tem um desafio para 2022: cumprir o papel de legislar em um ano eleitoral. Enquanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), considera importante o Legislativo avançar na deliberação de temas importantes para o país, parlamentares preveem muitas dificuldades. Além da eleição, que afeta o trabalho de deputados e senadores, a falta de articulação política do governo é considerada grande obstáculo na aprovação de matérias relevantes.

SEM PRIODADE
Avaliadas como prioritárias, as reformas do Imposto de Renda e Administrativa estão travadas no Congresso dificilmente serão aprovadas em 2022, ano eleitoral. No Senado, o relator da reforma do IR, senador Ângelo Coronel, afirma que a proposta em andamento será arquivada. Já a PEC 32, que prevê a reforma administrativa, permanece em discussão na comissão especial e não há articulação do governo para fazê-la avançar no colegiado e levá-la ao plenário da Câmara nas próximas semanas – antes do recesso parlamentar.

BASTIDORES
De forma surpreendente, o empresário bolsonarista Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, elogiou o ex-juiz federal Sergio Moro, que é desafeto do presidente Jair Bolsonaro (PL)Pelo twitter, Hang parabenizou o ex-ministro da Justiça “por se posicionar contra as mentiras faladas pelo Lula”. Na tarde de quarta-feira, Moro fez um vídeo em que rebateu as declarações feitas por Lula em entrevista, na qual disse que a Lava-Jato “quebrou a Petrobras”.

ORÇAMENTO
Provavelmente, o Congresso Nacional deve votar o Orçamento da União para 2022 na próxima segunda-feira (21). O relatório ainda encontra pendências para ser aprovado na Comissão Mista de Orçamento (CMO), mas este precisa ser analisado até esta sexta-feira (17) para que o Congresso vote o orçamento na próxima semana.

PF PROTETORA
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (16), durante a cerimônia de encerramento do Curso de Formação Profissional de Agente de Polícia Federal, em Brasília, que a Polícia Federal o salvou da morte após a facada recebida em setembro de 2018, em Juiz de Fora, durante período de campanha. O chefe do Executivo se disse grato aos militares e pediu que comparecessem ao palco os que fizeram parte do grupo de segurança que o acompanhou na data.

DEU NA MÍDIA
O governador do Acre, Gladson Cameli, é um dos alvos da Operação Ptlomeu, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16) pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União. Foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão e um apartamento do governador está entre os endereços. O objetivo é desarticular organização criminosa envolvendo ilícitos de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à cúpula do Governo do Estado do Acre.

INFORMAÇÃO
Segundo nota da Polícia Federal, a investigação é autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STF) e identificou um grupo criminoso, controlado por empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo estadual acreano, que atuavam no desvio de recursos públicos, bem como na realização de atos de ocultação da origem e destino dos valores subtraídos. O grupo teria movimentado mais de R$ 800 milhões.

1 COMENTÁRIO

  1. O Congresso Nacional é um antro de oportunistas, com algumas exceções, cuja maioria quer que o povo se exploda, desde que eles estejam na crista da onda, sugando cada vez mais dinheiro em seu próprio favor, basta ver as aprovações em plenário. Se justiça fosse realmente feita, a maioria já estaria na cadeia.

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