Comunidade segue sem previsão de quando problemas no prolongamento da Rua Rio Branco serão corrigidos – Foto – Divulgação

Quatro anos após a realização das obras, a duplicação do prolongamento da Rua Rio Branco, que dá acesso ao bairro Vila Rica, virou um pesadelo para a comunidade e usuários. O serviço foi entregue de forma parcial com execução e materiais de péssima qualidade e, até hoje, não foi refeito pela contratada e nem pôde ter intervenção por parte da Prefeitura.

Na verdade, os problemas de má qualidade na execução da obra começaram a aparecer quando os serviços nem tinham sido entregues. Depois, em poucos meses de uso, o asfalto já apresentava buracos, com sérios problemas de drenagem – sem contar que não teve sua ciclovia, pista de caminhada e canteiro central finalizados.

Até então, a obra na Rua Rio Branco era muito aguardada pelos moradores dessa região de Rondonópolis que está em pleno crescimento. Mas, atualmente, a comunidade sofre com os serviços sendo deteriorados com a ação do tempo e riscos de acidentes em função dos problemas. Além disso, há o péssimo visual da via, que geralmente se mistura com o mato.

A obra em questão foi realizada pela Macro Construtora LTDA, que por sua vez subcontratou a Ypê Construtora. O serviço foi contratado pelo Governo de Mato Grosso, na gestão do governador Pedro Taques, que chegou a inaugurar a obra mesmo inacabada.

Em 2018, a Justiça acatou um pedido do Ministério Público Estadual e mandou indisponibilizar os bens móveis e imóveis da construtora responsável pela obra, até o limite de R$ 4.276.441,97. O próprio Estado, por meio da Sinfra/MT, identificou as falhas na obra e abriu processo administrativo contra a empresa.

A Sinfra notificou a empresa responsável para que todos os serviços fossem refeitos, mas nada foi providenciado pela mesma. O caso também foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que as medidas jurídicas necessárias fossem tomadas.

A situação vem sendo acompanhada pelo Jornal A TRIBUNA desde que as primeiras amostras da falta de qualidade da obra começaram a aparecer. A pista foi liberada para o tráfego e tem intenso movimento, já que faz a ligação para muitos bairros, com grande volume de moradores. A ciclovia, em vários pontos, está impossível de ser utilizada.

Para complicar, a comunidade segue sem qualquer posicionamento de quando as falhas serão reparadas. Nem empresa, nem Estado e nem Município não realizaram as adequações e correções necessárias nesse trecho da Rua Rio Branco.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura informou ontem ao A TRIBUNA que existe um impasse no Ministério Público a ser resolvido para que o Município tenha permissão para fazer obras no local, visto que o Governo do Estado estava executando serviços no local.

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