Prefeito Zé do Pátio: “É peça importante para formar palanque forte para Lula em Mato Grosso…”

1 – SENHORAS E SENHORES,
eis que o prefeito José Carlos do Pátio (SD) vem sendo assediado para se lançar candidato ao Senado. A informação em si não é nova, mas ela aos poucos começa a ganhar contornos de realidade. Isso porque o prefeito rondonopolitano recebeu essa semana o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que é um dos articuladores da candidatura de Pátio, que seria por uma composição partidária mais de centro para a esquerda. Na verdade, Pátio nunca escondeu que é um político esquerdista e que tem uma admiração especial pelo ex-presidente, e maior líder do PT nacional, o Lula.
A ideia, já anunciada aqui na Coluna, seria que Pátio migrasse para um partido do arco de alianças do ex-presidente Lula, como o PSB, sigla a qual o prefeito rondonopolitano já vem cogitando se filiar a algum tempo, para ser o candidato apoiado pelo petista no Estado. Para tanto, o PT lançaria um de seus quadros para concorrer ao governo estadual, montando assim um palanque expressivo para o ex-presidente em Mato Grosso. Se falou inclusive na possibilidade de Lula vir a Rondonópolis respaldar a filiação e o lançamento da pré-candidatura do gestor rondonopolitano.
A ideia parece factível e seria interessante a entrada de Pátio na disputa, já que os únicos postulantes ao Senado, ao menos por enquanto e com alguma força política, são o deputado federal Neri Geller (PP), que conta com o apoio declarado de figuras como o governador Mauro Mendes (DEM) e do ex-governador Blairo Maggi, e o atual senador Wellington Fagundes (PL), que deve contar com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, que se filiou recentemente à sigla liberal. Os dois são ótimos nomes, com votos e apoios que lhes dão margem para vitória, mas ainda falta um nome para representar o eleitorado mais de centro para a esquerda no espectro ideológico.

2 – ENQUANTO ISSO,
o ex-candidato a prefeito Cláudio Ferreira, o Paisagista, que disputou a eleição passada pelo Democracia Cristã, anunciou que estuda a possibilidade de se filiar ao PTB, do ex-deputado Roberto Jeferson, que está sob o comando do também ex-deputado Vitório Galli em Mato Grosso. Ele comenta que é apenas uma possibilidade, mas rasga elogios à sigla, que já declarou apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro, agora PL.
Ainda que não tenha definição quanto a ir para o PTB, ou a outro partido, Cláudio Ferreira declarou que não acompanhará Bolsonaro ao PL, por conta de problemas políticos com o senador Wellington Fagundes. Mas, pré-candidato a deputado estadual, ele é enfático ao deixar claro que irá se filiar a algum partido que apoie a reeleição do presidente. E o PTB, se não for seu caminho natural, é uma excelente opção para ele e seu grupo, que é liderado pelo empresário Odílio Balbinotti, pré-candidato ao governo de MT. Então, a sinalização do ex-candidato a prefeito pode significar que tanto ele quanto seu grupo podem ir para o PTB, levando de lambuja o deputado federal José Medeiros, atualmente no Podemos, partido do presidenciável Sérgio Moro – o que fica claro que Medeiros não continuará na sigla.

 

 

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COM ESSA CARACTERÍSTICA
de mesclar nomes experientes da política com nomes novos, e caso esse grupo decida por realmente ir para o PTB, pode ser montada uma chapa forte e possibilitar a Bolsonaro ter um palanque expressivo no Estado, alavancando também o nome de Odílio Balbinotti. Quanto à sua viabilidade eleitoral, ainda é cedo para arriscar, mas é inegável a força desse eleitorado em Mato Grosso.

3 – TEM CAUSADO REBOLIÇO NA CIDADE
o imbróglio envolvendo o afastamento do vereador Ozéas Reis (PP) e a consequente posse do seu substituto na Câmara de Rondonópolis. Isso porque o primeiro suplente do PP é o ex-vereador Alcimar Borges, mas como ele se recupera de uma cirurgia e não tem interesse em abandonar o cargo comissionado que tem na Prefeitura, não demonstrou interesse em assumir a cadeira e o natural seria a convocação do próximo suplente, no caso o comunitário Idelvamar Menezes, o Nenzão. Mas para isso, o primeiro suplente teria que se licenciar do cargo que tem na administração por pelo menos 90 dias e assumir a vereança, para em seguida também pedir afastamento, possibilitando a Nenzão assumir o cargo.
Como não isso não aconteceu até o momento, Nenzão continua a ver navios. Ele defende que não há a necessidade de Alcimar se licenciar do seu emprego e nem assumir a vereança para em seguida se licenciar, bastando apenas protocolar um documento dizendo estar impossibilitado de assumir o cargo no Parlamento, para que a Mesa Diretora pudesse convocá-lo, afirmando nas entrelinhas que estaria sendo “boicotado” por conta de sua postura polêmica e porque não iria para a Câmara “discutir buracos nas ruas”.
Ocorre que o jurídico da Câmara diz não ter recebido nenhuma manifestação por escrito do primeiro suplente Alcimar, não podendo assim simplesmente empossar o segundo suplente Nenzão. Mas, no entendimento do jurídico, para se licenciar da vereança, Alcimar Borges teria que estar no exercício do mandato. Ele até poderia não assumir a vereança por conta de estar de atestado médio e se recuperando, mas ao final desse prazo estabelecido no atestado, teria que se apresentar na Câmara.

A QUESTÃO JÁ
ganhou as ruas e o assunto tem sido motivo de preocupação para os vereadores, que ainda estão sob o impacto que vem sendo causado pelo projeto que prevê o pagamento de um 13º salário para os vereadores, o que não tem sido bem visto pela sociedade. Segundo fontes, o próprio Ozéas Reis já cogita voltar de sua licença ainda na próxima semana para colocar panos quentes na situação.

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