Mandado de busca e apreensão foi cumprido também em um galpão que servia de depósito para cargas irregulares (Foto – Divulgação/PF)

Quatro pessoas foram presas em flagrante em Rondonópolis durante a realização da Operação Argentarius, da Polícia Federal, na manhã de ontem (1), que visava o cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão na cidade. Entre os detidos estão dois empresários locais que não tiveram a identidade revelada pela PF e que segundo a polícia seriam os principais alvos da operação e que teriam, juntos, movimentado mais de R$ 220 milhões com atividades criminosas.

As prisões ocorreram em flagrante. Dentre os quatro detidos, três deles foram presos por porte de armas de fogo irregulares e outro por armazenamento de fertilizantes irregulares. A expectativa, contudo, era de que esses presos poderiam ser liberados a qualquer momento mediante o pagamento de fiança.

 

 

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Durante o cumprimento dos mandados, a PF informou que também foram apreendidos diversos carros e motos de luxo em Rondonópolis, entre Porshe, Range Rover e Mercedes Benz. Em um balanço parcial, no final da tarde de ontem, a polícia afirmou que haviam sido apreendidos 10 veículos na cidade entre investigados na operação. Entre os locais em que foram cumpridos os mandados, está uma residência no Condomínio Village do Cerrado em que foram apreendidos veículos do luxo.

Um dos veículos de luxo apreendidos (Foto – Divulgação/PF)

A Operação Argentarius busca desestruturar uma organização criminosa que atuava como um banco paralelo financiando atividades criminosas como tráfico de drogas, contrabando de agrotóxico, roubo e adulteração de carga de insumos agrícolas. Além dos 23 mandados cumpridos em Rondonópolis, quatro mandados foram cumpridos em Cuiabá, um em Paranavaí (PR) e um em Santana do Araguaia (PA).

Arma e munições apreendidas com suspeitos (Foto – Divulgação/PF)

De acordo com a PF, as investigações mostraram que foram movimentados mais de R$ 500 milhões entre os envolvidos. Apenas entre os dois principais alvos as movimentações superaram R$ 220 milhões.
Ainda, conforme a Polícia Federal, foi constatado que os valores movimentados e os bens são incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos, aumentando as suspeitas de que sejam produto de atividades criminosas.

Verificou-se, também, a existência de laranjas que emprestavam suas contas para ocultar a origem e destino dos valores. Da mesma forma, essas pessoas não teriam poder econômico para tais movimentações.
Durante as investigações, a polícia informou que foi constatada a existência de várias empresas de fachada, entre elas uma imobiliária, factorings e uma empresa de agronegócio, que não possuíam nenhum funcionário registrado e indicavam endereços inexistentes.

O nome da operação faz referência aos Argentarius, que eram personagens do Império Romano responsáveis por bancos de depósito e operações de câmbio. Eram bancos particulares, com atuação, portanto, semelhante ao do principal alvo da operação.

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