Uma medida polêmica e que divide opiniões, a exigência da apresentação do passaporte da vacina, como é chamada a carteira de vacinação, comprovando que as pessoas estão imunizadas contra a Covid-19, para adentrar em espaços públicos e privados, como mercados, igrejas, bancos ou outros, é um dos assuntos mais comentados na cidade, com parte das pessoas concordando com a medida sanitária, mas outra parte afirmando que a medida é desnecessária e fere o direito fundamental de ir e vir das pessoas.

Sempre atento às discussões que envolvem a sociedade, o A TRIBUNA foi às ruas ouvir a opinião das pessoas, que se dividem entre concordar ou não com a exigência de apresentar o comprovante de vacinação. Confira:

 

Maria de Fátima Santos, 44 anos, líder de vendas
“Vou ser bem sincera. Para nós comerciantes, que estamos passando por uma fase difícil, eu acho que não seria tão bom, porque nós exigimos aqui (no comércio), mas na rua não é exigido. Nas lanchonetes, shows, cachoeiras, a gente vê muita aglomeração. Mas, se fosse valer para todos, tudo bem, mas muitas das vezes, exige do comércio, mas vemos muita coisa errada fora, muita aglomeração. Os que ficam mais prejudicados são os comerciantes, a gente passa perrengue, pois tem muita gente consciente, que já chega apresentando a carteirinha, mas tem gente que não tem consciência e nem máscara usa. Então, se for proibir essas aglomerações, eu concordaria. Mas da forma como está, sou contra”.

 

Rafael Soares Morigi, 28 anos, zootecnista
“Eu sou a favor do uso do passaporte para locais que tenham muita aglomeração. Acima de duas mil pessoas eu concordo que é muita aglomeração e acredito que quanto mais vacinados, menor o risco de contaminação. Mas como o movimento em lojas é um pouco menor, e aí eu já acho que é desnecessário. Tem que ter uma flexibilidade para isso. Se tiver pouca gente, não há necessidade, e sou a favor também de uma maior flexibilização dos horários. No começo, teve aquele fecha tudo e abre tudo, e eu acho que ao invés disso, tem que haver uma flexibilização, um horário maior de atendimento ao público, pois concentrar em certos horários gera um acúmulo de serviços e pessoas nesses locais. Tira todo mundo das ruas em alguns momentos, mas depois vai todo mundo ao mesmo tempo para as ruas, gerando aglomeração”.

 

Ivone Leite da Silva, 39 anos, serviços gerais
“Na minha opinião, é preciso. Porque eu acho que a gente ainda está com pouca gente vacinada e este ano eu acho que sim, tem que apresentar o cartão da vacina. Talvez lá para o meio do ano que vem a gente possa tirar a obrigatoriedade, quando mais gente tiver se vacinado. Já que o pessoal não está 100% vacinado, eu acho que tem que estender um pouco mais, não que seja uma coisa para sempre. Está bem perto de podermos abrir mão disso, mas temos que esperar um pouco mais. Eu perdi três pessoas da minha família e talvez o pensamento de quem não perdeu ninguém seja diferente, e eu não sou contra, mas eu acho que tem que esperar mais um pouquinho”

 

 

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Arlisson Ferreira, 40 anos, porteiro
“Pela Constituição, você tem o direito de ir a qualquer lugar do Brasil ou do mundo, em qualquer estabelecimento. Isso é da Constituição. Mas, por questão de segurança de todos, eu acho viável as pessoas tomarem vacinas. Porque estamos vivendo uma pandemia, uma situação complicada, mas não dá para você obrigar as pessoas a terem que se vacinar. Eu acho justo que você tenha que tomar as vacinas. É para a segurança de todos e mesmo meio contrariados, temos que aceitar. Eu acho que todos têm que se vacinar, mas tem aquela questão que muita gente acha que a vacina mata e outras coisas, mas está dando resultado”.

 

Cristiano Marcelo, 46 anos, agricultor
“Eu sou contra, por causa da liberdade de expressão, do direito de ir e vir. Todo cidadão tem esse direito e quando cobra isso restringe essa liberdade. Eu creio que cada um é responsável pela sua saúde e acho que não tem que ter passaporte nenhum. Toma vacina quem quer e quem não toma o problema é dele”

 

Silvana dos Santos Miranda, 50 anos, auxiliar administrativo
“Eu sou contra, porque já está todo mundo praticamente vacinado. No começo eu era a favor, mas agora sou contra. Aí, você tem que ficar tirando documento, a carteira, para poder entrar nos estabelecimentos. Eu acho que hoje em dias é desnecessário e eu diria para as pessoas que não se vacinaram ainda para se vacinarem, porque aí não ia precisar de nada disso”.

 

Talisson Ferreira da Silva, 21 anos, promotor de vendas
“Eu concordo. Como nem todos estão vacinados, não podemos colocar as pessoas em risco. Essa doença não é brincadeira e muita gente já morreu por causa dela. Eu sou a favor sim. E eu acho que essa medida vai ajudar a fazer as pessoas que não vacinaram a se vacinar. É preciso mais um tempo mas, depois que todo mundo estiver vacinado e tudo estiver estabilizado, até o uso da máscara vai ser liberado. Mas por enquanto, eu acho que é necessário ainda”

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