Contratados querem regularização salarial dos meses trabalhados- Foto: Ilustrativa

Funcionários da empresa terceirizada Bem-Estar, que presta serviços diversos à Prefeitura de Rondonópolis, procuraram o A TRIBUNA para denunciar irregularidades no pagamento. Eles alegam que as irregularidades vêm sendo praticadas pelo representante da empresa, conhecido como Daniel.

Conforme a denúncia, a Bem-Estar tem cerca de 300 funcionários contratados junto ao Município para o período de julho, agosto e setembro. Após a realização do trabalho, inicialmente a empresa apontou atraso no pagamento por parte da Prefeitura.

Agora, os funcionários afirmam que a Prefeitura efetivou o repasse para a terceirizada, mas atestam que o seu representante local não quer fazer o pagamento para os trabalhadores.

Pelos meses de julho e agosto, afirmam que os pagamentos foram incompletos, com trabalhador recebendo até R$ 300 pelo mês. “Muitas famílias passaram fome, tiveram água e energia cortadas e, agora, o Daniel fala que, se a gente quiser, deve entrar na Justiça”, dizem.

Os funcionários reclamam que nenhum valor referente ao mês de setembro foi efetivado pela empresa. Denunciam ainda que o representante se dispõe a pagar apenas R$ 1 mil por funcionário. “Ele está com dinheiro para nos pagar. A gente só quer o que é direito nosso”, reclamam.

Além disso, os funcionários apontam que a empresa precisa fazer a rescisão contratual. “A gente tá com medo dele sumir com o dinheiro!”, dizem.

MUNICÍPIO

A Secretaria Municipal de Administração informou ao A TRIBUNA que a empresa Bem-estar foi contratada de forma emergencial pelo Município por três meses e o contrato foi finalizado em 30 de setembro.

A Prefeitura diz que teve problemas para efetuar os pagamentos à empresa em função de atrasos na entrega das notas com comprovação do serviço prestado referentes aos meses de julho e agosto. No entanto, mesmo com atraso, o pagamento desses meses já foi efetuado pelo Município à empresa.

A Pasta afirma que ainda aguarda, contudo, que a Bem-estar envie as notas referentes ao mês de setembro. “A empresa já foi, inclusive, notificada pelo Município para entregar as notas, mas até o momento isso não ocorreu”, repassou.

A orientação da Secretaria aos trabalhadores é que, caso a empresa não cumpra com as obrigações trabalhistas, devem procurar o Ministério Público do Trabalho.

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