A exigência do comprovante de vacinação vai valer para todos os estabelecimentos da cidade (Foto – Arquivo)

Uma das preocupações atuais das autoridades de saúde em Rondonópolis é o alto índice de pessoas que estão atrasadas no cronograma para recebimento das segundas doses das vacinas contra a Covid-19, principalmente a Coronavac. A estimativa é que na cidade em torno de 6 mil pessoas ainda não tomaram a segunda dose da Coronavac.

O gerente de Departamento de Saúde Coletiva de Rondonópolis, Paulo Padim, explicou à reportagem que os atrasos para o recebimento das doses da Pfizer e Astrazeneca não são tão expressivos como entre aqueles que tomaram a Coronavac. Ele alerta que, quanto mais a pessoa demorar para tomar a segunda dose, mais vai demorar para tomar a dose de reforço.

 

 

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Padim enfatiza ainda que o maior risco no atraso do recebimento da segunda dose da vacina recai entre as pessoas com mais de 60 anos, grupo em que a imunidade ou potencialização da vacina cai muito após seis meses da primeira dose, gerando assim grandes riscos de complicações em caso de uma contaminação pelo vírus.

Dentro desse contexto, a Prefeitura de Rondonópolis decidiu retomar a exigência do “passaporte da vacina” para acesso em todos os estabelecimentos públicos e privados no território municipal, a partir desta segunda-feira (29/11). A medida visa forçar as pessoas que não tomaram a segunda dose, assim como a primeira, a regularizarem sua situação vacinal.

Segundo Padim, cerca de 30% dos adolescentes entre 12 e 17 anos não tomaram nem a primeira dose da vacina na cidade. Além disso, destacou a preocupação com a descoberta de novas variantes da Covid-19, como a africana, cujo grau de contaminação é muito alto. Ele atesta que pretende-se evitar com as novas medidas aquilo que vem acontecendo na Europa, onde países enfrentam uma nova onda de infecções e mortes pela doença.

A exigência do comprovante de vacinação também vai valer para as pessoas que estão chegando na cidade. Segundo o Município, a fiscalização será mais rígida em estabelecimentos como aeroporto, rodoviária, hotéis e pousadas onde regularmente as pessoas vindas de fora frequentam.

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