Ao caminhar entre o Palácio do Planalto e a Câmara, onde receberia a Medalha Mérito Legislativo, nesta quarta-feira(24), o presidente Jair Bolsonaro foi questionado pela imprensa se estava tudo certo sobre sua filiação ao Partido Liberal (PL) Ele respondeu que “está tudo certo para ser um casamento e seremos felizes para sempre. A princípio, está tudo certo para o dia 30 [próxima terça-feira], por volta das 10h30 da manhã. Não sei se posso fazer nesse horário, que é horário de expediente, mas está tudo certo” Vale destacar que o partido informou na terça que a entrada será oficializada no dia 30 de novembro, o que foi confirmado por Bolsonaro Segundo o presidente, questões que estavam pendentes em alguns estados já foram acertadas. A filiação chegou a ser marcada para o dia 22, mas estava suspensa, segundo o próprio PL, após “uma intensa troca de mensagens na madrugada” no 14 de novembro. Bolsonaro se irritou com o fato de, em diversos estados, haver a perspectiva de alianças em 2022 com nomes de oposição, de partidos como PT e PSB.

SERÁ?
Em outra declaração Bolsonaro disse que está “louco para entregar isso aqui (a presidência) pra alguém”. “Aqui é bom pra visitar, pra morar não é bom, não”, respondeu, referindo-se ao Palácio do Alvorada, residência oficial dos presidentes da República. A declaração do presidente ocorreu no cercadinho em frente ao Palácio do Alvorada, após chegar ao local sob grito de “2022 tamo aí, presidente”. É bom lembrar que não é a primeira vez que Bolsonaro coloca em dúvida se disputará a presidência da República. Em julho deste ano, ele repetiu diversas vezes não saber se seria candidato à reeleição.

SENADOR DO CONTRA
Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em entrevista coletiva rejeitou a ideia de aumentar os imposto para bancar o Auxílio Brasil com a criação de um programa social permanente. O auxílio permanente deve ser incluído na PEC dos Precatórios, conforme proposta do líder do governo e relator da medida no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), mas sem apontar uma fonte de financiamento. Pacheco afirmou que é preciso encontrar uma forma para financiar o benefício, mas que esse é papel do governo. Ao Congresso, nas palavras do presidente do Senado, cabe avaliar a alternativa e votar.

DEU NA MÍDIA
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), sinalizou que pode marcar para a próxima semana a sabatina de André Mendonça, ex-ministro da Justiça e ex-Advogado-Geral da União indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).Em sessão na CCJ nesta quarta-feira (24), Alcolumbre disse que 10 autoridades indicadas precisavam ser sabatinadas na comissão, e que ele privilegiaria os cargos com prazos definidos de mandato, e não os “vitalícios”, como o Tribunal Superior do Trabalho ou Supremo Tribunal Federal. Mesmo assim, o senador não deixou de descartar que a sabatina de Mendonça ocorra na semana do esforço concentrado,

MORO COMUNISTA
Sumido do noticiário nacional, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles disse que o ex-juiz Sergio Moro é “comunista”. Hoje comentarista da Jovem Pan News, Salles disse, no programa Morning Show, que apesar de ter aceitado fazer parte do governo Jair Bolsonaro, Moro tem visões diferentes do atual chefe do Executivo, “Com relação ao que é diferente da política do Sergio Moro, é a política da dissimulação, da traição. O cara aceitou ser político, aceitou ser ministro do Bolsonaro, sabendo que não tinha nada a ver com o governo, que ele é de esquerda, que ele é contra as armas, ele é a favor de droga. O Moro é comunista. Vai dizer que o Moro não é de esquerda? O Moro é um tucano”, disse.

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