(*) Francisco Assis

Minha cama foi o sofá
Depois da gente discutir
Ela dizia baixinho, não vá
Temendo que pudesse partir.
Minha coberta era a toalha
Fiz da mochila meu travesseiro
Sei que meu ciúme atrapalha
Deixando de ser cavalheiro.
Isso não é bom para o casal
Traz desgastes no sentimento
Gela a parte mais sensual
Com esses pré-julgamentos.
Fiquei ali naquela poltrona
Até que pudesse me acalmar
Destas presunções cafonas
De procurar motivos para brigar.
Nem cochilei na verdade
Pois a toalha era pequena
Faltou em mim maturidade
Para perdoar minha morena.
Continuei ali tão pensativo
Envergonhado pelo que fiz
Quero me desculpar se fui agressivo
Precisamos mesmo é ser feliz.
Nessa hora ouvi o galo cantar
Em aviso dum novo dia
Nisso, senti a morena me tocar
Com sua luz que irradia.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email: [email protected]

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