Em Rondonópolis, a flexibilização do uso da máscara em locais abertos ainda não ocorreu, mas o assunto divide opiniões (Foto – Arquivo)

A liberação do uso de máscara de proteção em ambientes externos em diversas cidades, como em Cuiabá e Jaciara, ambas em Mato Grosso, assim como a redução substancial dos índices de casos e mortes por coronavírus, tem suscitado a discussão sobre a tomada da mesma decisão pelas demais cidades. Em Rondonópolis, a flexibilização do uso da máscara em locais abertos ainda não ocorreu, mas o assunto divide opiniões, com muita gente ainda cautelosa e temorosa em relação a um possível agravamento da pandemia.

A matéria publicada ontem pelo A TRIBUNA, dando conta que o virologista e professor da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) Bruno Carneiro acredita que Rondonópolis poderia começar a avaliar a flexibilização do uso da máscara em locais abertos, por exemplo, teve grande repercussão entre os leitores, que usaram as redes sociais do A TRIBUNA, sobretudo a página no Facebook, para externar a posição acerca do tema. Muitos leitores defenderam a manutenção do uso da máscara nesse momento.

 

 

————  CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE  ————

————————————————————————————

 

 

A Neudes Vieira Souza disse ser contra a flexibilização do uso da máscara na cidade. “Nem pensar deixar de usar máscaras, cada um se cuida do seu jeito… Depois não adianta lamentar e chorar”, comentou. Ideia semelhante compartilhou a Gleida Triches. “Cada um com suas ideias, eu acho que ainda não é hora. Agora que estamos passando um momento bom, vamos esperar mais um pouco, não custa nada!!!”, externou.

Já a Eliane Demarco exemplificou o que passou na agência da Caixa Econômica com sua filha, contando que esta precisava entrar para terminar algo que havia começado dia anterior no estabelecimento. “A atendente deu senha especial para ela ter acesso mais fácil, mas foi em vão, uma vez que estava marcado para aquele dia a segunda dose de vacina, mas não havia dado tempo, uma vez que havia a retirado da escola e a levaria para ser imunizada após sair do banco. Me exaltei diante de tamanha falta de respeito e sensibilidade. Sou a favor de todas as medidas possíveis para não haver contaminação, mas isso não cabe excessos, insensibilidade, exclusões, burocracia desnecessária”, desabafou.

A Estér Rockenbach externou que entende e que até concorda com essa flexibilização em locais abertos, porém acha muito perigoso falar isso para uma população onde não se tem unanimidade sobre a medida nem em locais fechados. “Na maioria dos locais fechados, o que se vê é o uso do ‘queixo-máscara’ ou o não uso. Infelizmente…”, observou. A Vanessa Souza acha que o não uso já é aplicado na prática, no dia a dia. “Moço, quem tá usando??? Em restaurante ou qualquer bar, ninguém usa… Todo mundo tá assim, só usa em lojas e supermercados”, disse.

A Josy Neves concordou com a opinião da Vanessa Souza. “Bem isso, quase não se usa mais. Eu mesmo já to abandonando [a máscara]”, afirmou. Por sua vez, Patrícia Meirelles Wieczorek é cautelosa. “O engraçado é que a gente está assistindo ao aumento dos casos em países da Europa, África e nos EUA e aqui no Brasil o povo discutindo a flexibilização do uso de máscaras, sem ter certeza de que aqui também não chegará esse aumento de casos, inclusive, programando festas de fim de ano e até Carnaval. Me poupe, né? Depois vamos chorar de novo pela falta de empatia e, acima de tudo, de responsabilidade”, alertou.

Para Regina Airton Kirschner, é uma dificuldade fazer as pessoas usarem a máscara. “Pelo menos na escola que trabalho, temos dificuldade em manter o aluno usando máscara. Não usam em outro lugar, não querem usar na escola!”, relatou. A Cidamaria Pereira fez menção ao fato de ainda termos pandemia. “O básico é o uso da máscara e flexibilizá-la agora não é uma boa medida”, avaliou. Já o Ademilson Machado arrematou: “Simples.… Quem quiser usar use…. Quem não quer não use”.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui