(*) Jorge Manoel

Quão fugaz e curta é nossa existência
Como o vento, de cá para lá, a soprar
Falamos convictos de nossa essência
E de repente o silêncio a nos calar

Em um dia propagamos nossa sapiência
Noutro uma nuvem negra nos reveste
Logo familiares recebendo condolências
E o adeus se formaliza como uma prece

Cantes e dances o que hoje a vida te dá,
o amanhã não sabes por onde andarás,
agora alimentas, logo em alimento tornarás

Perceber a realidade não é ser pessimista
É simplesmente ser sábio e realista, e assim,
entender que há um fio entre o ser e o não ser

(*) Jorge Manoel é jornalista, professor, intérprete e poeta

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui