(*) Bárbara Hamer

Na obra cinematográfica “Little Miss Sunshine”, indicada ao Oscar de melhor filme em 2007, são retratados, por meio da trajetória da personagem Olive em um concurso de beleza, os efeitos da estereotipação da beleza na sociedade atual. Impostos majoritariamente pelas mídias televisivas e digitais, esses padrões estéticos irreais afetam direta e indiretamente o psicológico dos indivíduos, fomentando possíveis distúrbios alimentares e aumentando a busca por cirurgias na área.

Dessa forma, constata-se que essa problemática pode causar adversidades à saúde pública, demandando uma solução.

A priori, cabe destacar que a insatisfação com o próprio corpo, decorrente da falsa necessidade de aceitação social por parte do indivíduo, é a principal razão pela qual são desenvolvidos quadros de transtornos alimentares em grupos sociais considerados à margem dos padrões de beleza.

Concomitante a isso, o longa-metragem “O mínimo para viver” discorre sobre o assunto ao abordar a história de Ellen, personagem que sofre de anorexia, evidenciando os efeitos da doença para a saúde do indivíduo. Nesse contexto, nota-se a importância de debater os fatores citados para que seja realizada a devida intervenção.

Em segundo plano, é válido pontuar que a incapacidade do indivíduo de se adequar aos padrões impostos leva-o, muitas vezes, à busca por procedimentos estéticos, como cirurgias e tratamentos à risca. Esses processos, entretanto, podem gerar consequências maiores, uma vez que, devido à busca por um menor custo, sua realização pode ser malsucedida.

Com isso, a insatisfação cresce ainda mais, visto que as alterações feitas são possivelmente irreversíveis, comprometendo, em muitos casos, a saúde do indivíduo, o que impacta ainda mais em seu psicológico.

Diante do exposto, evidenciam–se as consequências sociais acerca da ditadura da beleza na sociedade atual e seus perigos à saúde pública e mental dos indivíduos. Infere-se, portanto a necessidade de as famílias fornecerem o apoio necessário para que seja dado o devido amparo àqueles que precisam. Cabe também a sociedade civil organizada, às escolas, em conjunto com o Ministério da Saúde, promoverem ações afirmativas em vários ambientes a respeito do abordado para que haja maior conscientização do público jovem.

(*) BÁRBARA VITÓRIA SCHWINGEL HAMER é estudante do 2º Ano do ensino médio do Colégio Master Khalil, Associada Representativa ao Interact Club de Rondonópolis e Representante Distrital do Rotakids gestão 2021/2022.

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