Diante de toda expectativa dos servidores federais, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL),  jogou um bal de água fria ao afirmar ,em entrevista coletiva nesta sexta-feira, que não vê espaço fiscal para promover um reajuste para servidores públicos com a aprovação da PEC dos Precatórios, como defende Jair Bolsonaro.Lira ressaltou que o texto aprovado na Câmara não previa o aumento.“Eu absolutamente não vi esse espaço. Não conheço esse espaço. Os números que foram apresentados pela economia para a Câmara dos Deputados não previam esse aumento. Eu penso que aquele portifólio de custos que foi amplamente divulgado para a imprensa. Eles possam ser honrados para que a gente tenha a fidedignidade do que foi acertado e seja mantido.”

ORÇAMENTO MILIONÁRIO
Com as  emendas parlamentares neste ano estimadas em R$ 33,837 bilhões, o que significa dizer que, na média, cada congressista tem R$ 56,96 milhões em recursos federais para investir em seus estados e redutos eleitorais. O orçamento pessoal de cada parlamentar é maior do que a receita total de 63% dos mais de 5 mil municípios brasileiros, segundo dados levantados pela Aequus Consultoria com base nos números oficiais do Tesouro Nacional .

MAIS ABSURDOS
“É muito dinheiro que o Parlamento pode distribuir”, diz o economista Gil Castello Branco, fundador da Associação Contas Abertas. “Mas, se fossem usados critérios técnicos para definir a destinação, não teria problema. Você poderia definir onde fazer postos de saúde, quadras poliesportivas e pequenas obras de saneamento, ou para onde levar tratores e equipamentos agrícolas, com base em parâmetros objetivos, baseado por exemplo em dados do IBGE. Hoje, essas programações são feitas como moeda de troca. Atendem-se os parlamentares amigos, ou que se comprometem a apoiar o governo nas votações mais importantes, e pronto”.

DESCONTENTES
Segundo fontes da coluna, a indefinição deve rolar por mais algum tempo, pois em meio a conversas sobre a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao Partido Liberal (PL), o partido já teria considerado a saída de ao menos cinco deputados que não concordam com a junção. Dois dos deputados seriam do PL da Bahia, onde o PT tem muita força e, por isso, ainda segundo a apuração, seria muito difícil para eles fazerem campanha com um partido que estampa Jair Bolsonaro.

QUEM VIVER VERÁ
O possível divórcio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o Partido Liberal tem causado apreensão em filiados da legenda que ocupam cargos de primeiro escalão no Governo. Por ora, não se fala em ruptura, mas se tratando de Bolsonaro tudo é possível.Além da Secretaria de Governo da Presidência da República, chefiada pela discreta Flávia Arruda (PL-DF), o PL acumula cargos em ministérios e chefias de órgãos.

GENTILEZA DE MORO
Com intenção de ser alternativa de terceira via na disputa presidencial, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro fez seu primeiro gesto na direção de partidos do chamado Centrão. Moro declarou que não se pode generalizar e que há “pessoas boas” no Centrão. — Existe uma linha de princípio que há ética na política. Existem partidos e pessoas no Centrão que são pessoas boas. Não pode fazer essa generalização. Dentro de cada partido tem bons indivíduos que podem somar com projeto e diálogo republicano.

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