O advogado João Anaides foi assassinado em um rancho no município de Juscimeira, em julho deste ano (Foto – Arquivo)

A Polícia Civil concluiu o inquérito do latrocínio que vitimou o advogado João Anaides Cabral Netto, ocorrido em julho deste ano, em Juscimeira. Sete pessoas, dentre elas dois menores de idade e o contador João Fernandes Zuffo, que segue foragido, foram indiciadas por latrocínio contra o advogado, três roubos, corrupção de menores e por promover e integrar organização criminosa. O inquérito segue agora para o Ministério Público que definirá pela denúncia ou não dos acusados à Justiça.

As informações foram confirmadas pela subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) local, que companha o andamento das investigações desde o crime. O advogado Bruno de Castro, designado pela OAB para acompanhar o episódio, destacou que a OAB continuará acompanhando o caso junto ao Ministério Público. “A OAB espera que tudo seja esclarecido e que os eventuais culpados sejam punidos, devidamente processados e condenados”, reforçou Castro.

 

 

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O advogado João Anaides foi assassinado em um rancho no município de Juscimeira, em julho. Em 17 de setembro, a Polícia Civil desencadeou a Operação Flor do Vale conduzida pela Delegacia de Juscimeira e informou que as provas produzidas e indícios apontavam para o envolvimento de oito pessoas no crime. Naquela oportunidade, a polícia apontou que João Fernandes Zuffo era investigado como suposto líder de um grupo criminoso que cometeu diversos roubos na região de Juscimeira, entre eles o que terminou com o latrocínio do advogado João Anaídes.

Na ocasião, o delegado Ricardo de Oliveira Franco explicou que as provas produzidas e indícios reunidos no inquérito demonstram a liderança do contador no planejamento e execução de diversos crimes patrimoniais ocorridos na região. Ele é acusado de planejar, apontar e indicar aos comparsas do grupo criminoso os lugares para executar os roubos, entre eles o que ocorreu no condomínio de chácaras, onde três propriedades foram alvos do grupo e em uma delas o advogado foi morto.

O contador João Zuffo tem uma chácara no mesmo condomínio onde ocorreu o latrocínio e na data ele estava na propriedade, onde aguardava, segundo a polícia, a conclusão do roubo e se passava também por vítima.
De acordo com a polícia, o grupo invadiu o condomínio de chácaras Flor do Vale, roubou algumas propriedades e na última delas, em que estava a vítima, amarrou as pessoas que estavam na casa.

O advogado João Anaides e mais uma vítima do assalto foram amarradas separadamente em um banheiro. Os suspeitos começaram a subtrair objetos pessoais das vítimas e logo em seguida foi ouvido um disparo de arma de fogo vindo do banheiro. A polícia não deixou claro sobre o que levou o grupo a matar o advogado.

Uma vítima que estava trancada no banheiro junto com o advogado relatou que um dos suspeitos arrombou a porta e efetuou um disparo na cabeça de João Anaides. Após o disparo, os criminosos fugiram do local levando duas camionetes, uma delas, do advogado.

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