Ganhou muita repercussão em Brasília, a entrevista concedida nesta quarta-feira (20), pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que comentou a respeito do auxílio emergêncial de R$400 confirmado pelo governo Bolsonaro. De acordo com Lula, a tese de que o auxílio deve ser rechaçado por ter finalidades eleitorais não pode ser aceita. “Estou vendo o Bolsonaro dizer agora que vai dar R$ 400 de auxílio. “O PT defende um auxílio de R$ 600 desde o ano passado. O povo precisa. Ele tem que dar. Se vai tirar proveito disso, problema dele”, defendeu Lula .Em sua visão, “não é momento de priorizar as eleições de 2022”. “Ainda estamos nos recuperando de uma pandemia que ceifou a vida mais de 600 mil pessoas, deixou milhares de órfãos. A fome e o desemprego castigando a vida do povo. Vou deixar pra definir candidatura lá para fevereiro ou março”, esclareceu.

QUEDA DE BRAÇO
O presidente Jair Bolsonaro confirmou ontem o valor de R$ 400 para o Auxílio Brasil. Em meio à queda de braço entre as alas política e econômica do governo sobre o formato de financiamento do programa para substituir o Bolsa Família, Bolsonaro, no entanto, mesmo sem explicar a origem dos recursos, prometeu que não vai furar o teto de gastos, regra que limita o avanço das despesas à inflação. “Temos a lei do teto, que respeitamos”, afirmou .”Ontem nós decidimos, como está chegando ao fim o auxílio emergencial, dar uma majoração para o antigo programa Bolsa Família, agora chamado Auxilio Brasil, a R$ 400, declarou o presidente em evento do edital para construção do Ramal do Salgado, um canal do projeto de integração do Rio São Francisco. “Temos a responsabilidade de fazer com que recursos saiam do Orçamento da União, ninguém vai furar teto, ninguém vai fazer nenhuma estripulia no Orçamento. Mas seria extremamente injusto deixar 17 milhões de pessoas com valor tão pouco (sic) no Bolsa Família”, acrescentou.

RUÍDOS POLÍTICOS
Bolsonaro no Partido Liberal (PL) Fontes ligadas ao diretório do PL na Bahia e a mandatários da legenda no estado apontaram que as conversas com o partido seguem acontecendo. Um dos interlocutores revelou que há “indícios fortes” da chegada de Bolsonaro e, o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, já teria feito contato sobre a chegada. O presidente da legenda no estado, José Carlos Araújo, já tinha se mostrado favorável à chegada do presidente à legenda. Uma das lideranças do partido revelou que a negociação com o PP teria sido uma “cortina de fumaça” e o contato com o partido já teria “morrido”. O diretório baiano do PP teria sido um dos mais resistentes à chegada do bolsonarismo, juntamente com os diretórios da Paraíba e de Pernambuco.

ACÃO DA PF
Nas primeiras horas desta quarta-feira (20), a Polícia Federal deflagrou a operação Vikare, com o intuito de desarticular grupos criminosos que atuam com o tráfico internacional de drogas por meio de um esquema que usa aeronaves e empresas para mascarar o transporte de entorpecentes entre vários estados brasileiros e países da América do Sul.A ação partiu de investigação no Amapá, iniciada em maio de 2020. Além do estado, os 73 mandados – 24 de prisão e 49 de busca e apreensão – estavam sendo cumpridos em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Ceará e Piauí.A investigação identificou que o Amapá era um ponto logístico da organização criminosa, que tinha um aeródromo na capital Macapá como local de abastecimento e manutenção das aeronaves – a maioria de pequeno porte. O estado recebia os aviões vindos principalmente da Colômbia e Venezuela, que depois seguiam com as drogas para várias regiões do Brasil.

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