(*) Francisco Assis

Cadê o estouro da boiada
O salto mortal do dourado
Cadê a balsa carregada
Que me levava pro outro lado?
Cadê a mina existente
Que sangrava feito hemorragia
Cadê os periquitos contentes
Na figueira no fim do dia?
Cadê as chuvas de setembro
A primavera colorida
Nada vejo, mas me lembro
Mudaram nosso sistema de vida?
Cadê as lindas cachoeiras
Com um turbilhão de água em cascata
Crianças e suas brincadeiras
O bugio esturrando na mata?
Cadê o voo das araras
No finalzinho da tarde
O bando de pombas juritis
Teve algum ato covarde?
Afinal, cadê aquele mundo gostoso
Que era cheio de paz e respeito
Admirável maravilhoso
Se foi não há mais jeito.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email: [email protected]

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