MAIS ABSURDOS
Sem fiscalização o Congresso Federal, deve assinar um “cheque em branco” de R$ 3,4 bilhões de Emendas Parlamentares para Estados e municípios em 2022, ano de eleições. O valor é o que está previsto a ser destinado por meio das chamadas transferências especiais e representa um aumento de 70% do total entregue neste ano, quando atingiram quase R$ 2 bilhões. Conforme o mecanismo criado em 2019, é mais uma forma nebulosa de parlamentares enviarem recursos públicos para suas bases eleitorais sem critérios mínimos de transparência. Por essa modalidade, as emendas são aprovadas no Orçamento da União sem detalhamento de como o recurso será aplicado. Assim, prefeitos e governadores podem gastar livremente onde bem entenderem, sem fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU), diferentemente do que acontece com outras modalidades de emendas. Vale destacar, que em alguns casos, as verbas foram enviadas para prefeituras comandadas por familiares dos congressistas. Deputados e senadores defendem o formato e alegam agilidade nas transferências, que além de “emenda cheque em branco” têm sido chamadas de “PIX orçamentário”. Especialistas e órgãos de controle, no entanto, veem margem para desvios de dinheiro público.

EXPECTATIVA
Se depender do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em breve André Mendonça será o mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, durante a cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural à famílias em Miracatu, no interior de São Paulo, Bolsonaro garantiu que brevemente Miracatu terá um ministro no STF.” À família de Miracatu, à família de André Mendonça, meus cumprimentos por este homem extremamente competente, capaz e inteligente. E dentro do meu compromisso um evangélico para o STF”, falou . No entanto, a data da sabatina no Senado ainda não foi marcada por Davi Alcolumbre (DEM-AP).

TÔ FORA
Mais uma… Após meses afirmando que só se vacinaria após o último brasileiro ser imunizado, o presidente Jair Bolsonaro voltou atrás e afirmou que decidiu não tomar a vacina contra a Covid-19. O presidente, que é acusado de ter ignorado ofertas de algumas vacinas, como a da Pfizer, e ter debochado de outras, como a CoronaVac, disse em entrevista à “Rádio Jovem Pan” que viu “novos estudos” e que decidiu não ser vacinado.— No tocante à vacina, eu decidi não tomar mais. Estou vendo novos estudos. A minha imunização está lá em cima. Para que vou tomar a vacina? Seria a mesma coisa jogar na loteria R$ 10 para ganhar R$ 2. Não tem cabimento isso daí — disse Bolsonaro.

DEU NA MÍDIA
O avanço das discussões no Congresso sobre a legalização de jogos de azar colocou em campos opostos dois dos principais grupos aliados do governo Jair Bolsonaro. De um lado, o Centrão age para aprovar a liberação de uma proposta ampla, que inclui até jogo do bicho, sob a justificativa de que vai alavancar a economia e o turismo. Do outro, evangélicos afirmam que o vício nos jogos prejudica as famílias e vai de encontro aos valores religiosos que eles defendem. No meio deles, o Palácio do Planalto evita se posicionar, mas o próprio filho mais velho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), é um dos defensores de tornar a jogatina legal no País. Os jogos de azar são proibidos no Brasil desde 1946, quando o então presidente Eurico Gaspar Dutra afirmou que a “tradição moral, jurídica e religiosa” do Brasil não combinava com a prática, além de considerá-los “nocivos à moral e aos bons costumes”. Desde então, diversas propostas foram apresentadas para legalizar a jogatina, mas nenhuma avançou.

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