(*)by Jerry T. Mill

“Servir brincando. / Serve playing.” – Lema do RotaKids

O Rotary surgiu de forma patriarcal: fundado e frequentado apenas por homens desde os seus primeiros encontros. As mulheres somente foram aceitas oficialmente em suas fileiras (por decisão da Suprema Corte Americana) em 1987, dada a iniciativa do Rotary Club de Duarte, estado da Califórnia, Distrito 5300. Antes disso, elas só podiam fazer parte da Casa da Amizade (House of Friendship, em inglês) ou da ASR (Associação de Senhoras de Rotarianos), equivalente à Inner Wheel, em alguns países.
Ainda bem que muita coisa mudou desde então. Felizmente, para todos nós, a realidade atual está tão diferente daquela dos tempos de outrora que a executiva canadense Jennifer E. Jones, associada do Rotary Club de Windsor-Roseland, província de Ontário, Distrito 6400, foi escolhida para ser a primeira presidente do Rotary International (RI) no ano rotário 2022-2023. Total sucesso a ela!

Por outro lado, nas últimas décadas, o Rotary tem tido como uma das suas prioridades dar estrutura e apoio aos mais jovens, de ambos os sexos. O Interact Club, por exemplo, surgiu no dia 5 de novembro de 1962, em Melbourne, no estado americano da Flórida. Ele contempla adolescentes de 12 a 18 anos que desejam ajudar no bem-estar de setores carentes da sociedade através de ações como visitas e doações. Já o Rotaract Club, ideal para jovens acima dos 18 anos, foi criado no dia 13 de março de 1968, na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e tem como uma das suas prioridades formar líderes. Ambos são clubes parceiros do Rotary, sendo inclusive por ele patrocinados.

Dependendo de cada clube ou distrito, para o caso específico das crianças entre 5 e 13 anos, existe o RotaKids, também conhecido como Rotary Kids, KidsAct, EarlyAct ou Futuract em outras partes do mundo. O primeiro clubinho deste gênero surgiu em 1996, no Brasil, durante uma festiva do Rotary Club de São Paulo Saúde, Distrito 4420. Com o passar dos anos, ficou cada vez mais evidente que o propósito dele era (e ainda é) dar oportunidade aos seus pequenos associados de serem líderes e fazerem a diferença em suas escolas, nas suas comunidades e no mundo através de atividades leves e lúdicas.

Dentre outras coisas, os baixinhos que participam de um “clube de Rotary para crianças” aprendem a valorizar as diferenças, a trabalhar em equipe e a falar em público, bem como se divertem através de ações internas e externas de companheirismo ou de cunho social. Além disso, pouco a pouco, elas vão compreendendo e colocando em ação o ideal do nosso clube de serviço, que é “Dar de si antes de pensar em si.”

Atualmente, embora ele ainda não seja um programa oficial do RI, acredita-se que, com base na sua influência positiva sobre os seus integrantes e os ótimos resultados alcançados por ele até aqui, isso não deve demorar a acontecer. Afinal, segundo o site rotarykidsworld.com, há mais de seis mil rotacidas, ou kidianos, espalhados por 296 clubes, de 109 distritos, em 33 países. Só no Mato Grosso, Distrito 4440, segundo José Luiz Gonçales Ferreira, coordenador do programa, já são 21 clubes e 225 associados!
Talvez isso seja um indicador de que esta é a hora e a vez de você (ou alguém que você certamente conhece, dear reader) se juntar a esses pequenos heróis, alguns dos quais podem ser vistos em ação na sede do Rotary Club de Rondonópolis Leste, onde eles se reúnem, frequentemente, desde 2004…

(*) JERRY T. MILL é presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras) e associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis

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