(*) Francisco Assis

Estive na cara do gol
Por menos de um minuto e meio
Mas não conclui o serviço
Então me jogaram para o escanteio.
Amarguei por longas datas
O velho banco de reserva
Banhei com sal grosso, alecrim
Fui até benzido com ervas.
Quando não tropeçava na bola
Chutava terra com capim
Estava de azar um pouco sem sorte
Vivendo um drama sem fim.
Fiz orações de joelho
Treinei no campo sozinho
Ouvi amigos e seus conselhos
Em casa afeto e carinho.
Mas um dia o vento virou
Meu time perdia feio
Foi aí que o treinador me olhou
E me resgatou do escanteio.
E com apenas um minuto e trinta
Abalei o adversário
Dei elástico e altas fintas
Mudei a cena e o cenário.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – Email: [email protected]

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