(Foto – Sema/MT)

O estudo recentemente divulgado e publicado no A TRIBUNA em sua edição de ontem, 6, sobre o desmatamento na Amazônia, e como muitos dos municípios mato-grossenses poderão se tornar inabitáveis em 2100 em função do calor extremo, é impactante e deve ser levado em consideração para se encontrar formas de reverter o atual quadro e evitar que os prognósticos catastróficos se tornem realidade no futuro.

Os pesquisadores apontam que o desmatamento, mantido na situação em que se encontra atualmente, levará à savanização da Amazônia e essa condição produzirá um calor extremo em que não será possível sobreviver. Pelo levantamento, 101 cidades de Mato Grosso se tornariam inabitáveis, entre elas, algumas com número considerável de habitantes e importantes para o Estado como Sinop, Sorriso e Tangará da Serra. O impacto maior, porém, conforme os pesquisadores, seria na região norte do país, onde mais de 5 mil municípios estariam inabitáveis.

Um estudo que apresenta projeções catastróficas como esta deve servir, pelo menos, de alerta para a real necessidade de se buscar formas de combater o desmatamento e com isso reverter o atual quadro de mudanças climáticas. O assunto é sim urgente, até porque impactos negativos já vêm sendo sentidos e relatados.

De acordo com o estudo, no Brasil, os trabalhadores que trabalham ao ar livre já estão expostos ao estresse térmico, e as projeções apontam para um aumento da exposição a alto risco nas próximas décadas. O aumento de 1,5°C na temperatura média global, com base nas projeções dos modelos climáticos dos pesquisadores, poderá representar 0,84% das perdas de jornada de trabalho até 2030, o equivalente a 850 mil empregos de tempo integral, principalmente nos setores agrícola e de construção civil.

Se essas projeções se confirmarem o impacto sobre a população mais vulnerável será inevitável e portanto, o fundamental neste momento, é que o desmatamento e as mudanças climáticas passem a ocupar papel primordial nos debates da agenda pública. Se medidas não forem encontradas e adotadas para impedir que as perspectivas catastróficas se confirmem é possível que gerações inteiras estejam com a sobrevivência comprometida.

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