Com o pagamento sendo feito em dinheiro vivo na capital do país, surge um novo escândalo que está movimentando os bastidores políticos. A Controladoria-Geral da República já está investigando, juntamente com a Polícia Federal, um esquema de venda de emendas parlamentares ao Orçamento da União às prefeituras em troca de um determinado percentual. O ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), afirmou nesta quarta-feira (6) em audiência na Câmara, que “não tem dúvida” de que há corrupção na compra de tratores pelo governo via orçamento secreto. “Sobre vendas de emendas, estamos investigando vários casos, porque já fazemos esse trabalho em convênios em geral. Porque não é só trator, têm várias outras coisas acontecendo fruto de convênios no Brasil em diversos outros órgãos e estamos com trabalho bastante forte nisso, em parceria com a PF, e todos nós vamos ficar sabendo no dia da deflagração da operação e também no desencadeamento dos trabalhos”, afirmou aos deputados.

De acordo com fontes ligadas à CGU, uma das suspeitas dos investigadores é de que parlamentares cobram de 10% a 20% sobre o valor da emenda em troca da indicação de recursos para uma determinada prefeitura. O valor seria pago por empreiteiras interessadas nas obras que o dinheiro vai bancar, ou pelos próprios agentes públicos. Quem vende? Parlamentares que tiveram suas emendas aprovadas no que o jornal O Estado de S. Paulo batizou de “orçamento secreto”. O nome pegou. Eles vendem a quem? Às prefeituras fora do seu reduto eleitoral. E quanto cobram? É isso que se quer saber. O próprio ministro Wagner Rosário revelou em audiência na Câmara, deixando deputados perplexos.

 

OPINIÃO DE BOLSONARO
As Forças Armadas vão participar de todo o processo de organização das eleições de 2022 e da conferência da segurança das urnas eletrônicas. Pelo menos foi o que garantiu presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada em resposta a um bolsonarista que questionou se ele considerava positiva a iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar uma comissão de transparência para o próximo pleito, que terá participação dos militares na fiscalização e auditoria do processo eleitoral. “As Forças Armadas vão participar, assim como outras instituições. Elas vão acompanhar todo o processo”, limitou-se a dizer em encontro com apoiadores no Palácio da Alvorada, transmitido em um canal bolsonarista no YouTube. O presidente tem ensaiado uma mudança de discurso em relação à lisura das eleições. Crítico da urna eletrônica e defensor do voto impresso, pautas que o levaram a uma crise institucional com o TSE, Bolsonaro elogiou a criação do comitê e evitou duvidar da segurança do processo, em entrevista recente à Veja. “Com as Forças Armadas participando, você não tem por que duvidar do voto eletrônico. As Forças Armadas vão empenhar seu nome, não tem porque duvidar. Eu até elogio o Barroso, no tocante a essa ideia”, afirmou.

 

DEU NA MÍDIA
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (7) o retorno da propaganda partidária em rádio e TV, que havia sido banida em 2017. Foram 270 votos favoráveis e 115 contrários. A propaganda, que ocorrerá em horário nobre das 19h30 às 22h30, volta nos moldes do que era anteriormente, com inserções gratuitas. Só poderão ter espaço nos veículos de comunicação partidos que cumprirem a cláusula de desempenho da Emenda Constitucional 97, de 2017. O partido que tiver elegido acima de 20 deputados federais terá assegurado o direito à utilização do tempo total de 20 minutos por semestre para inserções de 30 segundos nas redes nacionais, e de igual tempo nas emissoras estaduais. A legenda que tiver elegido entre 10 e 20 deputados federais terá assegurado o direito à utilização do tempo total de 10 minutos por semestre para inserções de 30 segundos nas redes nacionais, e de igual tempo nas emissoras estaduais. Por fim, o partido que tiver elegido até nove deputados federais terá assegurado o direito à utilização do tempo total de cinco minutos por semestre para inserções de 30 segundos nas redes nacionais, e de igual tempo nas redes estaduais.

2 COMENTÁRIOS

  1. Se é secreto como todos sabem? Portanto não tem nada de secreto.
    O que ocorre é que parlamentares aprovam no orçamento recursos para eles ficarem distribuindo (Querendo fazer papel do EXECUTIVO) e daí que sai a corrupção.
    Portanto nada tem a ver com o EXECUTIVO FEDERAL.

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