AO VIVO E A CORES
O principal assunto em Brasília, na tarde desta quarta-feira (06), é a mudança de postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que encaminhou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que afirma querer prestar depoimento pessoalmente no inquérito, que apura sua suposta interferência na Polícia Federal (PF) — aberto em abril de 2020, após as acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro. Diante do pedido, feito pela Advocacia-Geral da União (AGU), o julgamento que determinaria qual seria o formato do depoimento do presidente nesta tarde foi suspenso. Segundo a AGU, o intuito do pedido de Bolsonaro é “a plena colaboração com a jurisdição” do STF. “O Requerente manifesta perante essa Suprema Corte o seu interesse em prestar depoimento em relação aos fatos do objeto deste Inquérito, mediante comparecimento pessoal”, diz a manifestação assinada pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco.

ASPAS DE BOLSONARO
Durante o café da manhã nesta quarta-feira (6), oferecido para a Frente Parlamentar da Agropecuária, no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse ser primordial que nas eleições de 2022 uma pessoa alinhada ao governo ganhe a disputa pela Presidência. “Quem se eleger presidente no ano que vem, indica mais dois ministros do STF. Se for alinhado conosco ficam 4 garantidos lá dentro. Além de outros que votam com a gente. Não é que votam com a gente, votam com as pautas que têm que ser votadas do nosso lado”, afirmou. Segundo ele, isso é primordial. “Ninguém está pedindo voto, nem se lançando candidato. Mas uma pessoa alinhada a nós tem que estar sentada naquela cadeira a partir de 2023”, acrescentou, emendando que, caso reeleito, o escolhido precisa, de preferência ser alinhado com o Legislativo e o Executivo. “Então isso é primordial. Ninguém está pedindo voto nem se lançando candidato, mas uma pessoa alinhada a nós tem que estar sentada naquela cadeira a partir de 23, que vai ser obviamente a pessoa que vai indicar mais dois ao Supremo”, afirmou o presidente.

COMANDO DA FPA
Por sua vez, o presidente da FPA, Sérgio Souza (MDB-PR), disse que as pautas do agro são pautas do Brasil e pauta também do governo federal. “Ninguém do agro retirou apoio ao presidente. Isso é uma interpretação feita por aqueles que querem difundir uma discórdia interna. O agro está extremamente alinhado com o presidente Jair Bolsonaro”, concluiu.

FUSÃO DE LEGENDAS
Os diretórios nacionais do DEM e do PSL decidiram nesta quarta-feira (06), aprovar a fusão entre as duas legendas. O novo partido, que vai se chamar União Brasil, terá a maior bancada da Câmara, com 82 deputados, além de quatro governadores, oito senadores e as maiores fatias do fundo eleitoral e partidário. Será a primeira vez, em 20 anos, que a direita reúne tantos parlamentares em uma única agremiação. A última vez foi no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, quando o PFL (atual DEM), elegeu 105 representantes. O presidente da legenda será o atual presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), e a secretaria-geral ficará com ACM Neto, que hoje comanda o DEM. Para ser oficializada, a criação do União Brasil ainda precisa do aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

DEU NA MÍDIA
Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quarta-feira (06), que o horário de verão não voltará nos próximos anos. Ele também ressaltou que não há possibilidade de haver racionamento ou apagão no país. “Do ponto de vista energético, não há a necessidade da volta do horário de verão. Nós já fizemos uma análise: do ponto de vista energético, não seria necessário. E foi tomada a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não decretar o horário de verão. Entre 2020 e 2021, e agora 2021, sempre analisamos essa questão. Então, o horário de verão não ocorrerá, como não vem ocorrendo desde 2019”, detalhou. Segundo Bento Albuquerque, o governo federal faz um planejamento de energia para evitar racionamento ou apagão, mesmo com a crise hídrica.

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