(*) by Jerry T. Mill

Em fevereiro deste ano, o Rotary completou seu 116° aniversário de fundação, tempo este muito superior aos anos de vida que a maioria de nós, reles mortais, seremos capazes de (sobre)viver sobre a face da Terra. O advogado norte-americano Paul Percy Harris (1868-1947), idealizador e mentor da nossa entidade centenária, por exemplo, faleceu aos 78 anos, mas nos deixou um legado incomensurável. E você, que herança vai deixar?

Como o tempo não para, em pouco mais de um século, o total de clubes de Rotary e de rotarianos existentes nas cidades, estados e distritos aumentou de acordo com a demografia e as demandas das localidades, tendo suplantado fronteiras e ganhado contornos internacionais já faz algumas décadas. Nesse período, muitos projetos e campanhas de sucesso fizeram com que o lema, o símbolo e o nome do Rotary fossem conhecidos ou lembrados por bilhões de pessoas ao redor do mundo, trazendo alento para os necessitados e sensação de alívio e bem-estar para os associados e os demais voluntários que fizeram ou fazem parte da, assim chamada, Família Rotária.

Em meio às mudanças sociais, culturais, políticas, econômicas e estruturais que ocorreram no mundo desde 1905, ano da sua fundação, a entidade foi acompanhando os fenômenos que ocorriam ao seu redor, buscando alternativas rápidas e viáveis para atender as prioridades das suas áreas de enfoque em todo o planeta: paz e resolução de conflitos, prevenção e tratamento de doenças, água e saneamento, saúde materno-infantil, educação básica e alfabetização, desenvolvimento econômico e comunitário e, mais recentemente, meio ambiente.

Como esperado, mesmo com o advento da pandemia do novo coronavírus e da covid-19, os milhares de clubes de Rotary existentes hoje e seus respectivos membros não pararam de contribuir para que possamos ter uma sociedade mais humana e fraterna, especialmente nesse momento histórico de rígidas restrições sanitárias e outras situações indesejadas. Neste contexto, através de grandes e pequenas ações cotidianas, centenas de milhares de companheiros e companheiras têm se mantido fiéis ao lema de Dar de Si Antes de Pensar em Si e à onipresente Prova Quádrupla.

Com isso, mesmo em meio às inesperadas mudanças sociais, culturais, políticas, econômicas e estruturais que ocorreram no mundo nos últimos dois anos, a nossa entidade, através de ações pontuais e principalmente por intermédio da Fundação Rotária, tem investido centenas de milhões de dólares no combate à covid-19 e outras enfermidades, bem como continua a estimular novos e antigos rotarianos no sentido de se manterem mobilizados numa causa muito maior e mais nobre: a nossa sobrevivência como espécie.

Ainda assim, dentro e fora da nossa instituição, há muitas formas de ver o que o Rotary fez, faz e fará local ou globalmente. Uma coisa é certa, no entanto: quando eu ouço alguém dizer que ele já não é mais o mesmo, eu entendendo tal comentário mais como uma espécie de elogio. Afinal, embora ainda tenhamos muito a fazer no Brasil e nos demais países do mundo onde ele está presente, com ou sem pandemia, o Rotary tem se mantido conectado e ativo, sempre disposto a servir para transformar vidas, sejam elas de rotarianos ou não.

Por estes e tantos outros motivos, eu tenho e mantenho a certeza de que o Rotary está cada vez melhor, e mais forte…

(*) Jerry Mill é mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras) e associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis.

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