(Foto – Mayke Toscano)

O encontro entre o prefeito José Carlos do Pátio e o governador Mauro Mendes, esta semana, mostrou que é por meio da conversa que se obtém entendimento. Mesmo diante de alguns impasses, os dois mostraram que é possível deixar de lado certas “picuinhas” e trabalhar para buscar o melhor para a população. O que se tira de positivo dessa reunião é que ainda que tenham diferenças na política e na forma de conduzir o trabalho no Poder Executivo, os dois mostraram ser possível colocar as necessidades da população em lugar de destaque, à frente de questões meramente político-partidárias e ideológicas.

A relação entre Pátio e Mendes nunca foi das melhores e com a possibilidade do prefeito concorrer ao Palácio Paiaguás nas próximas eleições, piorou ainda mais. Nesse cenário, Rondonópolis passou a ter alguns problemas na saúde, por exemplo, com a falta de atendimento da demanda de pacientes da ortopedia pelo Hospital Regional, o que levou Pátio, inclusive, a ameaçar uma ação civil pública para obrigar o Governo do Estado a cumprir com sua responsabilidade em atender a média e alta complexidade. O prefeito também vinha reclamando da falta de investimentos do Estado na infraestrutura de Rondonópolis, principalmente, em relação aos distritos industriais.

No encontro, Pátio baixou a guarda e apresentou os problemas para Mendes, que se mostrou aberto em buscar soluções, garantindo, inclusive, que investirá R$ 40 milhões em recursos estaduais na recuperação dos distritos industriais. Para todas as demandas do prefeito, Mendes afirmou que não deixará de analisar. Não prometeu, mas demonstrou ter disposição.

Entre os dois, a cordialidade e o respeito parece ter imperado e essa atitude precisa ser entendida como positiva. Diferenças e objetivos políticos à parte, ambos mostraram que as necessidades da população vêm antes das questões partidárias.

Neste momento, um representa o povo de Rondonópolis e o outro o de todo o Estado e é nisso que precisam manter o foco. A disputa deve ficar para o período eleitoral, quando o momento chegar. Até porque certos embates não levam a lugar nenhum e o prejuízo fica com o povo. Como diz o velho e batido ditado: é conversando que a gente se entende!

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