Para que não restem dúvidas quanto a atual realidade vivenciada em Rondonópolis com relação aos atendimentos traumato-ortopédicos no Hospital Regional, a reportagem do A TRIBUNA da edição de ontem apresentou como está sendo realizado o trabalho do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Atualmente, o Samu não deixa de encaminhar ao HR pacientes graves, que são atendidos normalmente até porque, caso não fossem recebidos, o hospital estaria incorrendo em omissão de socorro.

No entanto, o Hospital Regional não vem conseguindo atender a demanda de pacientes com casos menos graves, mas que do mesmo jeito, dependem de cirurgias ortopédicas feitas na unidade e que, por falta de vagas, chegam a aguardar meses para serem atendidos. O problema já vem sendo relatado por vereadores da cidade há cerca de um mês e medidas já foram cobradas para solucionar a questão, porém até o momento, não houve mudanças no quadro.

Como há muitos pacientes aguardando vaga no Hospital Regional, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), criou mais 13 leitos emergenciais para manter pacientes internados enquanto esperam serem recebidos no HR para a realização de cirurgias ortopédicas. Alguns pacientes, segundo a Prefeitura de Rondonópolis, estão sendo encaminhados pelo Município para realizarem as cirurgias em um hospital de Cuiabá. Porém, mesmo assim, a situação continua preocupante.

A questão é que esses pacientes menos graves seriam aqueles em que a cirurgia ortopédica poderia ser feita dentro de um prazo um pouco maior que aqueles mais urgentes, mas mesmo assim a espera tem sido longa para muitos e o atraso em determinadas cirurgias ortopédicas pode ocasionar sequelas físicas em alguns.

Na verdade já passou da hora do Governo do Estado apresentar uma solução para atender a demanda de cirurgias ortopédicas da região. No sistema de saúde tripartite, cabe ao Estado garantir atendimentos de média e alta complexidade, enquanto aos municípios fica a responsabilidade de manter os atendimentos na atenção básica. Também já é hora do Governo do Estado trabalhar com a possibilidade de construção de mais um hospital regional na região. A única certeza mesmo é que do jeito que está não pode continuar.

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