Fernando Veríssimo encontra-se preso na Mata Grande à espera do julgamento (Foto – Arquivo)

O júri popular do médico Fernando Veríssimo de Carvalho, de 30 anos, suspeito de matar a mulher dele, Beatriz Nuala Soares Milano, de 23 anos, não ocorreu ontem como estava previsto. Segundo informações da assessoria da 1ª Vara Criminal, o Conselho de Sentença foi dissolvido. Pelo que foi apurado, uma falha técnica teria causado o cancelamento do julgamento e o juiz da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, Wagner Plaza Machado Júnior, determinou a remarcação para o próximo dia 10 de novembro.

A sessão chegou a ser aberta ontem com o depoimento do médico legista Márcio Landi, mas os advogados de defesa requisitaram o depoimento de uma testemunha que havia sido arrolada como assistente.

 

 

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Em seguida, o presidente do Tribunal do Júri explicou que a pessoa requerida pelos advogados da defesa havia acompanhado o depoimento anterior, ferindo uma norma do Código de Processo Penal que exige que as testemunhas sejam inquiridas em separado “de modo que umas não saibam nem ouçam os depoimentos das outras”. Depois de anunciar o cancelamento, o juiz Wagner Plaza também fez a convocação dos jurados para nova data do julgamento.

O CASO
Preso em Ribeirão Preto (SP), no dia 19 de dezembro de 2018, o médico Fernando Veríssimo, suspeito de matar a mulher dele, Beatriz Nuala, aguarda pelo julgamento na Mata Grande. Conforme apurado pelo A TRIBUNA, no ano do crime, ele residia há cerca de três meses em Rondonópolis e vinha atuando como plantonista no PA Infantil, na rede municipal.

O caso chamou a atenção, especialmente em Rondonópolis, considerando que, quando da morte de Beatriz, possivelmente no dia 24 de novembro de 2018, dias depois não havia levantado alardes no município. Posteriormente, investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Rondonópolis apontaram o médico como o principal suspeito de feminicídio contra a esposa, que estava grávida de aproximadamente 5 meses.

Beatriz foi encontrada morta na casa onde o casal morava, no Bairro Vila Aurora. Segundo informações preliminares da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) divulgadas na época, a mulher teria levado uma pancada na cabeça e sofreu traumatismo craniano. Com o resultado do laudo, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva contra o suspeito, sendo deferida pelo Judiciário e cumprida na cidade paulista.

O médico, por sua vez, ao acionar a Polícia Militar, na manhã do dia 24 de novembro de 2018, informou que havia encontrado a mulher morta no quarto da casa onde moravam. Em depoimento à Polícia Civil, ele contou que saiu para jantar com Beatriz na noite anterior e retornou para casa por volta de 23h e que, ao chegar em casa, a mulher foi para o quarto e ele permaneceu na sala, ingerindo bebida alcoólica. Disse ainda que dormiu no sofá da sala e que por volta de 3h acordou e foi até o quarto do casal, onde encontrou a mulher sem vida.

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