A construção da ferrovia prevê 730 quilômetros de linha férrea (Foto – Maike Toscano)

O governador Mauro Mendes e o CEO da Rumo S/A, João Alberto Fernandez de Abreu, assinaram ontem (20.09), no Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá, o contrato de adesão para a construção, implantação e exploração da 1ª ferrovia estadual de Mato Grosso. A assinatura e respectiva construção da ferrovia, conforme divulgado pelo Paiaguás, são um marco para a história de Mato Grosso e um exemplo para os estados brasileiros.

A construção da ferrovia prevê 730 quilômetros de linha férrea que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e que vão se conectar à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).

 

 

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De acordo com Mauro Mendes, a partir do segundo semestre de 2022 já será possível visualizar as obras na região de Rondonópolis e Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum, Rondonópolis e Lucas do Rio Verde.

“É uma cadeia de investimentos longa que será ativada com a construção da ferrovia, pois além da geração de empregos, contaremos com planejamento, indústria, trilhos e investimentos de mais de R$ 11 bilhões com recursos 100% privados. O papel do governo é fazer o trâmite burocrático dando segurança jurídica para que nos próximos 45 anos, esta empresa possa explorar todos serviços necessários para a implantação da primeira ferrovia estadual”, ressaltou o governador Mauro Mendes.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, afirmou que a implantação da ferrovia vai permitir a interligação de modal rodoviário e ferroviário no Estado, possibilitando a melhoria da logística, especialmente em regiões reconhecidamente produtoras de Mato Grosso e do Brasil, como o Médio-Norte mato-grossense.  Segundo ele, a obra representa um marco de desenvolvimento para Mato Grosso e região da planície pantaneira.

O projeto prevê investimento de R$ 11,2 bilhões para a implantação da ferrovia estadual. A partir do início das obras, previsto para o ano de 2022, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager) ficará responsável pela fiscalização do andamento dos serviços.

Estudos realizados pela Rumo S/A indicam que mais de 230 mil empregos serão gerados durante os anos de construção da ferrovia. O presidente da Rumo S/A, João Alberto Fernandez de Abreu, destacou as próximas etapas do processo e toda a parte de licença ambiental. 

“O processo ambiental de uma obra desta envergadura é longo e segue todos os procedimentos. Foi iniciado junto ao Ibama na esfera federal e foram quase dois anos de estudos ambientais até o licenciamento, previsto para 2022. O principal cuidado foi realizar mais de 2.500 estudos para garantir que a obra não chegasse a áreas de proteção ambiental e reservas indígenas”, explicou o CEO da empresa.

A previsão é de que o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá estará concluído e em funcionamento no ano de 2025; enquanto a operação no trecho Cuiabá a Lucas do Rio Verde deve começar em 2028.

1 COMENTÁRIO

  1. Duvido essa ferrovia avançar para o nortão. O que o Mauro quer é apenas levar os trilhos até Cuiabá e depois parar por lá mesmo, visto que daqui a poucos anos o nortão se tornará o novo estado do tapajos cuja capital será Sinop separando o estado mais uma vez e o estado perderia parte desta ferrovia(de graça) para o novo estado.
    Isso nada mais é que uma estratégia política para beneficiar Cuiabá e será prejudicial para Rondonópolis que com isso irá perder investimentos e arrecadações, pois quanto mais próximo a ferrovia avançar para os pontos de produção mais barato o frete se tornará competindo diretamente com o frete Rodoviário que não consiguirá competir com a Ferrovia.
    Infelizmente poucos tem essa percepção mas é isso que vai acontecer.

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