(*) Jonas Abib

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3). A porta que abre o Reino do Céu, a dimensão do Evangelho, do sobrenatural, do Reino, é a humildade e a pobreza de coração.
Mesmo que tenhamos estudado, sejamos capazes, que tenhamos grandes realizações, é necessário que sejamos pobres de coração. Precisamos ser para nosso próprio bem. O orgulhoso, vaidoso, ambicioso, sofre e faz os outros sofrerem. Igualzinho o cavalo impetuoso.

Precisamos querer ser pobres de coração, ser humildes, mansos, fazer o nosso coração como o de Jesus. Porque “colocar rédea” depende de nós. De quando em quando haverá os ímpetos, mas os colocamos logo nas rédeas.

Mas fazemos ao contrário: achamos que devemos ser orgulhosos, auto suficientes, pois assim, ninguém nos passa para trás, nos domina, somos senhores do nosso nariz, temos a primeira e última palavra, não levamos desaforo para casa, mil coisas desse jeito…

Temos que domesticar, amansar a nós mesmos. Nós precisamos aprender a mudar-nos para vermos os outros mudados. Porque se a gente fica querendo apenas que o outro mude, a coisa vai continuar sempre assim. Agora se estamos dispostos a mudar, teremos a alegria de ver os outros mudarem.

É impressionante que tudo vai se afinando na nota certa. Quanto mais você se afina no Evangelho, mais os outros vão se afinando em você. Mas é claro, se você é a primeira pessoa destoada no Evangelho, tudo vai se destoando, por exemplo, na sua família. Em última análise, tudo depende de nós. Por isso, pedimos ao Senhor que a primeira libertação aconteça dentro de nós. A primeira cura precisa acontecer no nosso coração!

(*) Monsenhor Jonas Abib é fundador da Comunidade Canção Nova, presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação, em Cachoeira Paulista (SP)

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