(Foto – Leandro Luciano)

O prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio, não desiste do intento de aumentar as alíquotas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) da cidade, cujo projeto voltou a tramitar na Câmara Municipal, como tem noticiado o A TRIBUNA nos últimos dias.

Além de apontar que os valores estão defasados, o prefeito alega a necessidade apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de revisão da Planta Genérica de Valores (PGV), que, na prática, define os valores do metro quadrado de terreno e de construção no município. Esses valores podem estar até defasados frente a forte valorização do mercado imobiliário de Rondonópolis nos últimos anos, mas temos de fazer algumas considerações.

Primeiramente, é de conhecimento geral que a pandemia do novo coronavírus trouxe graves consequências para a grande maioria da população brasileira. São estabelecimentos e negócios que não aguentaram as medidas restritivas e fecharam as portas e uma grande gama de pessoas que perdeu o emprego ou teve grande redução de renda.

Além da crise trazida pela pandemia, o Brasil – como todos sentem duramente no bolso – vive uma das maiores inflações da história do Real, com preços nunca vistos nesse período na área de alimentação, combustível, energia elétrica e gás de combustível.

É lógico que, diante de tudo isso, os rondonopolitanos não suportam mais um peso no orçamento anual, que certamente causará essa revisão da Planta Genérica de Valores do IPTU. Não adianta o Município querer lucrar mais com essa revisão no IPTU e perder por outro lado, com cidadãos que consumirão e investirão menos porque gastarão mais com impostos.

A população realmente não tolera essa revisão no IPTU nesse momento. No entanto, lamentável que tão poucas pessoas foram mostrar sua indignação ou participar de uma reunião marcada para ontem na Câmara para debater os detalhes desse projeto. A população falha ao não participar dos principais debates da nossa cidade.

Agora, apesar dos pesares, é consenso que a Prefeitura e o prefeito Zé do Pátio devem deixar para outro momento – quando a economia nacional estiver mais favorável – essa majoração no IPTU dos rondonopolitanos!

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