14/09/2021 – Nº 637 – Ano 15

Não faz muito tempo que escolhíamos uma profissão e ela nos acompanhava pela vida toda. Isso mudou drasticamente embora muitos tenham dificuldade de encarar essa realidade. A ideia é que agora tenhamos em média quatro profissões durante nossa vida profissional útil. Essa é uma mudança importante que qualquer pessoa precisa considerar para não ficar frustrada ou mesmo perdida profissionalmente.
Obviamente que você não é obrigado a ficar mudando de profissão. Ninguém disse isso. Conheço gente muito competente e feliz trabalhando 10, 15 ou 20 anos na mesma empresa. Mas dificilmente na mesma função ou emprestando as mesmas competências.

A primeira coisa que precisamos entender é que os negócios estão em movimento constante. Até mesmo as empresas que não souberem se adaptar terão dificuldade em persistir, imagina os profissionais.
E se os negócios se movem com rapidez, as mudanças ceifam vagas e profissionais, e ao mesmo tempo abrem-se enormes espaços e oportunidades. Estar receptivo a essa mudança possível é que faz a grande diferença na nossa carreira.

Precisamos lembrar que ser capaz de mudar e se adaptar ao ambiente sempre foi o grande diferencial de qualquer espécie (Já atestava Charles Darwin em “A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, ou Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida” publicado em 24 de novembro de 1859). Mas o exemplo mais contundente dessa teoria está decisivamente na espécie humana. E agora ela não se restringe a sobrevivência em si, mas também na nossa utilidade para a sociedade.
Ainda existe certo pudor e resistência de alguns profissionais em mudar de carreira, de função ou de atividade. Claro que ninguém precisa se estressar apenas por isso, mas deve estar atento aos movimentos da posição que ocupa. O que há de novo, o que está sendo demandado desses profissionais ou ainda, para onde os profissionais seniores estão migrando, sempre são bons indicativos.

Talvez por isso, carreira, transição de carreira, mentoria e coaching de posicionamento e reposicionamento, trilha de aprendizagem, trilha de carreira, propósitos, felicidade dentre outros, são alguns dos temas recorrentes e amplamente presentes nas redes de recursos humanos.
Escolher caminhos nunca foi tarefa fácil e tampouco há uma regra ou segredo para se dar bem. O que existem são pontos genéricos como resiliência, capacidade de comunicação, de aprendizagem, de experimentação, dentre outros.

Agora está ainda mais difícil já que a dinâmica requer atenção redobrada. Como nos indica o ditado popular: um olho no gato e outro no peixe. Ou seja, um olho nas atividades e entregas que precisamos fazer e outro nas tendências e novos desafios que surgem no front.
O certo é que nossa expectativa de vida se ampliou muito e paralelamente a vida útil profissional também. E desse modo, novos caminhos podem ser trilhados mesmo que já tenhamos avançado significativamente numa determinada direção.

É verdade que o mercado muda, mas talvez o que mude com mais ênfase nesse processo somos nós mesmos. Nossas prioridades, nossos gostos e nossas motivações sofrem mudanças à medida que avançamos profissionalmente. Ter coragem de mantermos alinhados esse novo profissional com as novas oportunidades parece ser o grande desafio recorrente. Fique atento.

Até a próxima.

(*) Eleri Hamer escreve esta coluna às terças-feiras. É empreendedor, Diretor da GoJob Brasil, business advisor, mentor e articulista – [email protected] – www.linkedin.com/in/elerihamer – Originalmente publicado no Jornal A Tribuna – www.atribunamt.com.br

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