Na edição deste fim de semana do A TRIBUNA, uma reportagem apresentou informações esclarecedoras quanto a relação da vacinação contra a Covid-19 e a diminuição das internações em decorrência da doença em Rondonópolis. Ficou bastante claro que conforme a vacinação avança, as internações apresentam redução. Com um número maior de imunizados a cidade já começa a caminhar para um maior controle da pandemia.

A expectativa agora é que quando mais de 70% da população estiver vacinada com as duas doses, ou seja, quando a imunidade de rebanho for atingida, a cidade possa enfim superar a pandemia, e como a vacinação está bem mais rápida nesse momento, ainda este ano a situação pode ficar bem mais confortável.

Esse maior controle da pandemia mostra de forma inequívoca a importância da vacinação. Ainda que as pessoas possam se infectar com o vírus, mesmo vacinadas, e uma parcela ainda que pequena pode precisar de internação e até vir a óbito, a maior parte não irá desenvolver a forma grave da doença e muitas vidas já estão sendo salvas.

Contudo, é preciso lembrar que a proteção contra o vírus é maior quando completado o ciclo de vacinação. Assim, tomar a segunda dose, ainda para a maior parte das pessoas, e a terceira dose no caso de idosos, torna-se primordial para garantir mais proteção geral. As vacinas induzem uma resposta imune que se inicia no organismo após a primeira dose, contudo, estudos demonstram que a resposta imune somente é mais forte após 15 dias da segunda dose e, com isso, a vacina pode proporcionar a diminuição das mortes, das internações e dos sintomas. A vacina reduz a infecção pulmonar e faz com que o paciente não precise ser intubado.

Além disso, é importante reforçar que a resposta imune dos idosos e de pessoas com comorbidades é mais fraca que a dos demais e esse é o motivo da indicação de uma terceira dose para esse público, porque fará com que a resposta imune, mediante a exposição ao vírus, possa ser mais forte.

E, enquanto a cidade não atingir a imunidade de rebanho, é fundamental manter as medidas de biossegurança, como assepsia e uso de máscara, bem como o distanciamento.

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