Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os manifestantes que foram às ruas neste domingo para protestar contra o seu governo não fazem parte da população “de bem” e são “dignos de dó”., Bolsonaro fez pouco caso dos protestos do final de semana. As manifestações foram esvaziados após a divisão na oposição sobre a participação ou não em atos que uniram desde grupos liberais, de direita, a grupos comunistas, de esquerda. O presidente disse que “a maioria da população é de bem. Essa minoria que é contra, que muitos foram às ruas ontem, são dignos de dó, de pena — afirmou. Ainda sobre o suposto perigo do Brasil seguir o caminho de países como a Venezuela e Argentina caso a esquerda vença as eleições. O presidente citou como exemplo uma parábola em que um sapo é colocado na água e não percebe que ela é esquentada aos poucos, até virar sopa.

 

(Foto – Sérgio Lima/Poder 360)

PAUTA BOMBA
Novo ruído pode surgir nesta semana em Brasília. O Supremo Tribunal Federal (STF ) deve pautar uma das principais bandeiras do governo Bolsonaro, a política armamentista. Alvo predileto do presidente Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes liberou para julgamento os processos envolvendo os decretos e normas sobre aquisição e porte de armas no Brasil. Conforme apurou a coluna, devem ser confirmadas as liminares concedidas pelos relatores das ações, Edson Fachin e Rosa Weber, contra a ampliação as regras para aquisição e porte de armas.O ministro Fachin, já concedeu limiar suspendendo a alíquota zero para importação de armas de fogo, o que contesta o decreto editado pelo governo em 2019 que flexibiliza a posse de armas.

 

(Foto – Pedro-Franca-Agencia-Senado)

CONTEÚDO CRIMINOSO
O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda liminarmente a medida provisória (MP) assinada pelo presidente Jair Bolsonaro que dificulta a ação das redes sociais para apagar conteúdos publicados por usuários. Na prática, a MP, que altera o Marco Civil da Internet, também torna mais difícil a remoção de desinformação das redes. Na avaliação de Aras, a MP “dificulta a ação de barreiras” que evitem a divulgação de conteúdo criminoso e de discurso do ódio.A MP, apresentada na segunda-feira da semana passada, na véspera dos atos de 7 de setembro, foi uma resposta do governo à atuação das principais plataformas da internet e um aceno à militância digital bolsonarista, que tem sido alvo de remoções nas redes sob acusação de propagar conteúdos falsos.

 

(Foto – RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS)

VICE MODERADO
De forma otimista, o vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira entender que a semana começa com um clima institucional melhor em relação à anterior. Ele também minimizou os atos contra o presidente ocorridos no domingo, 12, menos expressivos do que os governistas de 7 de setembro em meio à divisão da esquerda.Questionado nesta segunda-feira por jornalistas em frente ao Palácio do Planalto se a semana terá um clima melhor entre as instituições, Mourão confirmou. “Não resta dúvida. Na semana passada, houve uma manifestação maciça em favor do nosso governo, em particular à pessoa do presidente da República. A gente começa a segunda-feira com pauta positiva e muita coisa a ser tratada no Congresso. Tem a Medida Provisória da questão das redes sociais, a questão do código eleitoral. Tem muita coisa para ser tratada nesta semana.”

 

EXPECTATIVA POLÍTICA
O Brasil precisa de pacificação, sustenta o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (EDM-MG). Ele acredita que que a carta na qual o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nunca ter tido a intenção de agredir os poderes no 7 de setembro é uma sinalização positiva em um momento político considerado tumultuado. “O conteúdo da carta vai ao encontro do que é a nossa expectativa de pensarmos o Brasil, que respeite os poderes, que os poderes se respeitem, que tenhamos sempre a lógica de cumprimento da Constituição, de observância do que é o bem comum. O bem comum se constrói no ambiente democrático. Então, nós precisamos é de união e de pacificação no Brasil e a carta a nação Presidente da República é uma sinalização muito positiva, portanto eu guardo muita expectativa e confiança de que ela se perpetue como uma tônica entre as relações dos poderes a partir de agora, porque isso é fundamental pro país”, afirmou o senador.
Uma ala moderada do PT- Partido dos Trabalhadores, avalia que que esse “clima de terror” pode inibir a militância do partido de sair às ruas durante a campanha eleitoral. Um dos que compartilha desse pensamento é o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), um dos mais próximos do ex-presidente Lula, de quem foi ministro.“Nada pior para o PT do que esse clima de terror na eleição. Isso inibe a militância de fazer campanha. As pessoas têm medo de por um adesivo ‘Fora, Bolsonaro’. Segundo ele, muita gente não foi para as manifestações do ‘Grito dos Excluídos’ (em 7 de Setembro) por medo”, disse.

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