Hélio Garcia Neto, médico e secretário adjunto de Saúde do município: “a vacina pode proporcionar a diminuição das mortes, das internações e dos sintomas” (Foto – Arquivo)

Um levantamento junto aos dados de internações em decorrência da Covid-19 ao longo da pandemia, de abril de 2020 a agosto de 2021, mostra que o mês de agosto deste ano registrou a menor taxa de hospitalizações desde maio de 2020, quando a pandemia ainda estava no início em Rondonópolis e a quantidade de infectados era menor.

Os dados apontam ainda que, desde março deste ano, Rondonópolis apresenta queda constante nas taxas de hospitalizações, o que coincide com o avanço da vacinação na cidade.

 

 

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Conforme os dados sobre internações da Secretaria de Estado de Saúde (SES), a taxa de hospitalização em agosto deste ano foi de 0,75 internações para cada um mil habitantes, a menor registrada desde maio de 2020, quando a taxa de hospitalização foi de 0,22 internações para cada mil habitantes. Por outro lado, o mês de julho de 2020 teve a maior taxa de hospitalizações da pandemia com 3,39 internações. Nos meses subsequentes, a taxa caiu, mas voltou a subir em março deste ano, quando chegou a 2,55 internações para cada um mil habitantes.

Para entender melhor o momento atual da pandemia e como a vacinação pode ter relação com a queda na taxa de hospitalizações pela Covid-19 em Rondonópolis, a reportagem do A TRIBUNA conversou com o médico Hélio Garcia Neto, que atualmente ocupa o cargo de secretário adjunto Municipal de Saúde de Rondonópolis e acompanha a pandemia na cidade desde o início no ano passado.

De acordo com o médico, em Rondonópolis, assim como em demais cidades do Brasil, os registros de internações e óbitos em decorrência da Covid-19 apresentaram redução justamente em função do avanço da vacinação, principalmente, após um número maior de pessoas já ter recebido a segunda dose.

“As vacinas induzem uma resposta imune que se inicia no organismo após a primeira dose, contudo, estudos demonstram que a resposta imune somente é mais forte após 15 dias da segunda dose e, com isso, a vacina pode proporcionar a diminuição das mortes, das internações e dos sintomas. A vacina reduz a infecção pulmonar e faz com que o paciente não precise ser intubado”, explicou Hélio Garcia Neto.

O médico destacou também que se a pessoa toma apenas a primeira dose, ela ainda estará com uma resposta imune inadequada caso seja exposta novamente ao vírus. “Pessoas jovens, sem comorbidades, têm maior imunidade adquirida já com a primeira dose, porém para pessoas idosas e com comorbidades, somente a primeira dose acaba sendo insuficiente para evitar internações, necessidade de ventilação mecânica e até mesmo óbito”, afirmou e completou que por isso é fundamental que as pessoas tomem a segunda dose e também a terceira no caso dos idosos e pessoas com comorbidades.

“A resposta imune dos idosos e de pessoas com comorbidades é mais fraca que a dos demais e esse é o motivo da indicação de uma terceira dose, porque fará com que a resposta imune mediante a exposição ao vírus possa ser mais forte. Verificou-se isso através das internações de pessoas idosas e com comorbidades após a vacinação”, concluiu.

O médico reforçou ainda a necessidade das pessoas, mesmo já tendo tomado as duas doses continuarem, a se protegerem com máscara e manterem o distanciamento até que a imunidade de rebanho seja alcançada, o que deve ocorrer somente após a vacinação com duas doses de mais de 70% da população apta a ser imunizada. Ele lembrou que a vacina não impede a contaminação, mas reduz os sintomas da doença a ponto de impedir que a pessoa seja internada ou venha a óbito.

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