O passaporte da vacina foi instituído em Rondonópolis por meio de um decreto municipal (Foto – Arquivo)

Depois de duas semanas com a obrigatoriedade da apresentação do comprovante de vacinação para ter acesso aos estabelecimentos públicos ou privados em Rondonópolis, a análise feita pelo médico e secretário adjunto de Saúde do Município, Hélio Garcia Neto, é de que a instituição do “passaporte da vacina” foi primordial para que a cidade alcançasse um número maior de vacinados.

“Sem o passaporte da vacina, provavelmente o Município não conseguiria atingir essas mais de 15 mil pessoas que tomaram a primeira dose e, com isso, não seria possível alcançar a imunidade de rebanho e, consequentemente, a cidae não iria controlar a pandemia”, argumentou.

O médico explicou que os estudos mostram que somente após o mínimo de 70% da população vacinável imunizada é possível atingir a imunidade de massa ou de rebanho e assim, reduzir a transmissibilidade do vírus e, por consequência, as internações e óbitos. “Caso não tivéssemos o passaporte da vacina, o Município não iria atingir a imunidade de rebanho”, pontua.

 

 

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Hélio Garcia Neto reforçou que engana-se quem pensa que somente os mais jovens não haviam tomado a primeira dose da vacina na cidade. “Após a instituição do passaporte da vacina tivemos um grande número de idosos, de pessoas de meia-idade e com comorbidade que foram se vacinar, pois ainda não haviam tomado a primeira dose. Por isso, é possível afirmar que a instituição do passaporte teve um resultado excelente para Rondonópolis. Resultado que não atingiríamos de outra forma”, atesta.

O médico, no entanto, alertou a população para a necessidade de continuar usando máscaras e a manter o distanciamento até que seja possível atingir a imunidade de rebanho e assim evitar o surgimento de novas mutações do vírus e controlar a pandemia.

Ele explicou que variantes do vírus surgiram no Brasil justamente porque o país teve uma dificuldade muito grande em iniciar a vacinação e de manter medidas de prevenção como o uso de máscaras, assepsia e o isolamento.

“Então o vírus se manteve muito tempo com uma transmissibilidade muito grande e isso faz com que o vírus sofra mutações. Em outros países como Índia e EUA, bem como no Brasil, em que houve descontrole na quantidade de casos ocorreram mutações do vírus”.

O secretário adjunto de Saúde concluiu destacando que sem o passaporte da vacina, com o Município mantendo baixo o número de vacinados, a tendência era que os casos voltassem a aumentar, bem como internações e óbitos e mais uma vez a cidade estaria classificada com risco moderado ou alto e teria que adotar novamente medidas restritivas.

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