Maus serviços prestados pela empresa que explora o serviço são motivo de reclamação há muitos anos (Foto – Arquivo)

Operando muito aquém do projetado e com muitas falhas, o estacionamento rotativo pago no quadrilátero central de Rondonópolis, também chamado de Rotativo Rondon, terá a rescisão do seu contrato em vigor com a Prefeitura debatida a partir de agora.

As informações extraoficiais são de que a empresa que opera o sistema tenha uma dívida com o Município de cerca de R$ 2,5 milhões em outorga e de cerca de R$ 1,6 milhão em ISS (Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza).

 

 

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“Vou apresentar um requerimento ao Município pedindo o distrato do contrato com o Rotativo Rondon. Na sessão da quarta-feira que vem, eu pretendo colocar esse requerimento em votação na Câmara”, informou o vereador Reginaldo Santos ao A TRIBUNA, que, inclusive, já iniciou na sessão de ontem a discussão sobre os problemas enfrentados pelo sistema na cidade.

Reginaldo aponta que tem recebido algumas reclamações dos munícipes acerca de diversas irregularidades por parte da empresa que explora o Rotativo Rondon, a exemplo de quantidade insuficiente de monitores, também chamados de “verdinhos(as)”, e parquímetros 100% desativados. Nesse sentido, argumenta que em julho fez um requerimento e que recebeu agora as informações sobre o sistema da secretária municipal de Transporte e Trânsito, Mara Gleibe.

Reginaldo Santos iniciou ontem na Câmara a discussão dos problemas no Rotativo Rondon (Foto – Arquivo)

Conforme o parlamentar, o contrato de concessão do sistema com o Município é de 10 anos, sendo que em agosto deste ano a empresa atual completou sete anos. No entanto, ele informa que a empresa em questão pagou a outorga de concessão apenas em 2015 e depois não pagou mais. “Faço a estimativa de que a empresa está devendo ao Município R$ 2,5 milhões em outorga e cerca de R$ 1,6 milhão em ISS. A Prefeitura ajuizou a dívida da empresa referente a ISS de 2018 para trás. Referente a 2019 e 2020, mandou para a dívida ativa”, informa.

Reginaldo explica que o requerimento da rescisão se deve ao fato de que a empresa não vem cumprindo o contrato, a exemplo da falta do pagamento de outorga, dos maus serviços prestados aos munícipes e das dívidas relativas a impostos. “Nós estamos pedindo o distrato. E como ficará o Centro? Vejo que o Rotativo Rondon é necessário, em função do grande volume de veículos da cidade. Assim, sugiro que a Prefeitura faça um convênio com a Casa do Adolescente ou entidade similar, para a aproveitar a juventude na cobrança dos valores de utilização do serviço. Também defendo a permanência das ‘verdinhas’. Defendo que a cada quadra tenha no mínimo seis adolescentes, mais uma ‘verdinha’ para monitoramento do estacionamento”, propõe. “Assim, teríamos uma trânsito mais organizado”.

Com a saída da empresa que explora o Rotativo Rondon, Reginaldo enfatiza que o serviço ficaria a cargo da Secretaria de Trânsito ou mesmo da autarquia que está sendo criada para explorar o transporte coletivo municipal, não devendo ser criado nenhuma estrutura nova para essa finalidade.

Vale reforçar que, com o requerimento, vai competir ao Município a decisão de rescindir ou não o contrato com a empresa que explora o Rotativo.

2 COMENTÁRIOS

  1. Esse rotativo Rondon só serve para brincar com a cara do cidadão pois toda vez que fui p estacionar tiver que ficar rodando várias quadras até encontrar um parquímetro que estivesse funcionando e sem contar que os funcionários nunca sabem o motivo pelo qual o mesmo não estão funcionando,uma vergonha.

  2. E também seja pintado e a colocação das placas retiradas das vagas para idosos e deficientes, ou que seja possível parar em qualquer lugar e colocar o cartão de estacionamento.

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