Após um ano e meio com ensino a distância, escolas municipais devem reabrir as portas (Foto – Wheverton Barros)

Com o retorno às aulas presenciais marcado para ocorrer no próximo dia 9 de agosto, na rede pública municipal, depois de um ano e meio com os estudantes em ensino a distância, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) divulgou o Plano de Retorno às Aulas Presenciais em Rondonópolis. A volta às salas de aula acontecerá de forma híbrida, com turmas se revezando entre o ensino presencial e a distância.

De acordo com o plano do Município, o retorno se dará de forma gradual. “As turmas atendidas presencialmente serão divididas em grupos A e B, considerando 50% dos estudantes em cada grupo, e ainda, haverá um rodízio entre os grupos de modo que o A frequente regularmente a escola durante uma semana, e na semana seguinte as crianças tenham atividades para desenvolverem em casa, enquanto que, nesse momento o grupo B estará na escola de forma presencial, após ter realizado as atividades em casa, e assim sucessivamente”.

Esse método híbrido será aplicado, conforme a Semed, na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e também no Ensino para Jovens e Adultos (EJA). O plano estabelece que a organização será realizada previamente pela equipe gestora e professores de cada unidade escolar, que serão responsáveis juntamente com a Semed por repassar essas informações às famílias.

 

 

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E ainda, no intuito de minimizar os impactos educacionais causados pela pandemia, a unidade escolar irá ofertar o apoio pedagógico aos estudantes em consonância com a carga horária do professor, respeitando os horários entre as 11h e 12h e das 17 às 18h.

A Semed informou que não é recomendado o retorno às atividades presenciais para estudantes e servidores da educação que fazem parte do grupo de risco sem antes passar por profissionais que atestem o retorno. Entre os casos de risco apontados pela Educação estão as cardiopatias, as doenças pulmonares crônicas, diabetes, obesidade mórbida, doenças imunossupressoras ou oncológicas, pessoas com mais de 60 anos, gestantes e lactantes. Conforme o estabelecido no plano de retorno às aulas, para esses grupos devem ser adotadas estratégias de realização de atividades não presenciais.

O plano apresentado pela Semed indica ainda quais medidas de biossegurança devem ser adotadas nas escolas como o uso de máscaras, higienização, a manutenção do distanciamento entre os alunos nas salas de aula, nas áreas comuns e em berçários, para as creches. São ainda estabelecidas as regras a serem seguidas no transporte escolar e quanto a utilização de brinquedos e bibliotecas. As turmas também deverão ter intervalos em horários escalonados.

Segundo o estabelecido no plano, as famílias devem estar atentas ao aparecimento de sintomas nos alunos como tosse, espirro, falta de ar, dor de garganta, fadiga, distúrbios digestivos e sensação de febre e mantê-los em casa caso apresentem alterações que podem indicar a contaminação pela Covid-19. Profissionais da educação também devem ser afastados em caso de sintomas.

A Semed informou ainda, por meio do Plano de Retorno às Aulas Presenciais, que irá promover capacitação dos profissionais da educação com relação às medidas de biossegurança que devem ser adotadas nas escolas. As capacitações serão realizadas por trabalhadores da área da saúde.

RETORNO ACONTECE SEIS MESES DEPOIS DA REDE PRIVADA

Em Rondonópolis, o retorno presencial na rede pública municipal acontece somente seis meses depois da volta da rede privada, que recebe alunos presencialmente desde o início deste ano de 2021.
Já o retorno das escolas públicas estaduais está marcado para ocorrer nesta segunda-feira, dia 2 de agosto. O Governo do Estado também anunciou que a volta presencial se dará por meio de ensino híbrido, com revezamento de turmas entre a escola e o estudo a distância.

PREJUÍZOS
Conforme a Semed, embora medidas emergenciais tenham sido importantes no combate à disseminação do coronavírus, como a suspensão das aulas presenciais, pesquisas evidenciam que tal situação tem provocado impactos negativos tanto no que diz respeito ao desenvolvimento humano e aprendizagem dos estudantes, como na insatisfação profissional dos docentes em relação ao seu trabalho, exigindo, dessa forma, um esforço em comum do poder público no sentido da propositura de um planejamento de volta às aulas, que seja gradual e articulado entre diferentes setores, como a Educação, a Saúde e a Assistência Social.

Ainda de acordo com o que a Semed estabelece no plano de retorno às aulas, existem alguns desafios que requerem uma atenção mais profunda como a evasão escolar, além de impactos emocionais de curto e longo prazo (aumento da ansiedade e falta de concentração por parte dos alunos), desestímulo por parte dos professores, dentre outros aspectos que poderão ser agravados.

Diante desse quadro, a Semed orienta que será necessário, além de promover a continuidade do calendário escolar, adotar importantes ações, tais como: avaliação diagnóstica, a fim de identificar os diferentes níveis de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, oferta de apoio pedagógico no sentido de minimizar os impactos causados pela pandemia e comunicação frequente entre Secretaria Municipal de Educação, Unidades Escolares e famílias.

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