(*) Orlando Sabka

Uma noite dessas tive um sonho que jamais havia sonhado, apesar de tanto outros que sonhei ao longo da vida, mas nada parecido. Era algo diferente, tão atual, tão nítido que, quando acordei parecia tão real, como se fosse um aviso, uma premonição. Ao longo de alguns dias esse sonho me perturbava a mente, como se eu estivesse na obrigação de torná-lo público. Talvez aí aplacasse minha mente.

Havia duas estradas, a da esquerda era estreita, de chão batido, com muitas flores, das mais diversas cores, em ambos os lados dessa estradinha e, ao longo dela, frondosas árvores. Havia sombra, brisa e luzes suaves, e acordes musicais muito lindos sem que viesse a perturbar, mas a convidar a seguir em frente. Poucas pessoas seguiam por essa estrada estreita.

Na outra estrada, totalmente asfaltada e bem larga, havia pepitas de ouro, diamantes e pedras preciosas pelo caminho e uma multidão seguia em frente, de modo que a larga estrada asfaltada estava ficando lotada ao longo do caminho. Havia vozes que diziam que ali tudo era livre, tanto as bebidas, a cocaína, maconha, ópio, craque, etc. Lindas garotas dançavam seminuas, convidativas e sensuais. As algazarras eram ouvidas ao longe, como também as músicas trepidantes.

Havia muita alegria o tempo todo e vozes que diziam que ali era o verdadeiro paraíso, onde tudo era permitido sem nenhuma contestação. Vamos em frente, em frente, diziam.

Enquanto que na estrada de chão batido poucas pessoas passavam, mas, na estrada asfaltada havia multidões, num cortejo sem fim. Alguns metros antes das duas estradas havia, num poste, duas tabuletas. Na de cima estava escrito “Livre Arbítrio” e mais embaixo descritos “Os Dez “Mandamentos”

Rente à estrada de chão batido havia uma placa num poste de meia altura que dizia “Jesus Cristo” e, mais embaixo, “sejam bem-vindos”. Na estrada asfaltada, também num poste, a meia altura, havia uma placa que dizia “sejam bem-vindos ao paraíso”.

Não sei se esse sonho tem algo a ver com os acontecimentos atuais, consequentes da pandemia do Covid-19, o vírus da morte, que já ceifou, pelo planeta, 4,1 milhões de vidas e infectou 190 milhões de pessoas.
Seria esse sonho um aviso para que as pessoas se conscientizassem do enorme perigo de vida de correm, levassem a sério os protocolos de higiene, o estender de mãos aos desabrigados e famintos, ser solidário para com todos humildes de coração e mente principalmente voltar-se para Deus, pedir perdão, pois esse vírus, em meu modesto entendimento, é um freio ao ser humano, não que Deus o enviou, mas permitiu que acontecesse, pois o homem vinha destruindo o planeta, deixando-o na exaustão, com sua ganância de poder sem limite, de modo que a natureza está desequilibrada e os resultados devastadores vemos todos os dias através dos telejornais.

É tempo de reflexão, de novos aprendizados e entendimentos humanizados, para que possamos ver o mundo pós-pandemia, com outros olhos e atitudes, se quisermos continuar a viver nesse planeta.

(*) Orlando Sabka é articulista em Rondonópolis

1 COMENTÁRIO

  1. Acho mais um aviso que pela esquerda você encontra a verdade, o caminho da paz. Mas se continuar indo pela direita vai continuar seguindo pelo caminho errado, contra os ensinamentos de Cristo e vai continuar nervoso. Siga o caminho de Jesus sem raiva no coração.

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