(Foto – Adriano Machado)

CLAMOR DAS RUAS
O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer nesta quarta-feira (28) que “o povo vai reagir” caso o projeto de voto impresso do governo não seja aprovado pelo Congresso para as eleições de 2022. Ele rebateu o argumento do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de que a mudança teria um custo alto para os cofres públicos, de cerca de R$ 2 bilhões. “Sei que vocês não estão preocupados em gastar R$ 2 bilhões do orçamento com uma maneira de nós termos a certeza de que se votou para prefeito, governador, vereador, deputado e que (o voto) vai ser para aquela pessoa”, apontou.

 

LÁ VEM BOMBA
O presidente Jair Bolsonaro prometeu soltar uma “bomba” à respeito das eleições de 2014 e 2018 na sua live desta quinta-feira, às 19h. “Peço que o pessoal assista porque a gente vai demonstrar todas as inconsistências. São coisas fantásticas ali para mostrar”, declarou. Bolsonaro aproveitou para criticar, mais uma vez, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, sobre a questão dos curtos das eleições 2022. “Vai ganhar eleição quem tem voto. Se não for dessa maneira, poderemos ter problemas. E eu não quero problema. E quando falam, o Barroso mesmo, que vai gastar mais de 2 bilhões de reais, eu digo: ô Barroso, quem trata de orçamento sou eu, não é você, tá?”.

 

ELEIÇÕES 2022
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), falou nesta quarta sobre a aprovação do fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões pelo Congresso, e sobre a reforma eleitoral debatida na Casa. Lira defendeu o chamado fundão, e disse que o valor não chegará a tanto, ficando em cerca de R$ 4 bilhões. A quantia ainda é o dobro da última reforma aprovada pelos parlamentares. Para Lira, o valor é importante para financiar a democracia. E, segundo ele, se for insuficiente, abrirá margem para que organizações criminosas interfiram no processo eleitoral. Lira estava meio sumido e reapareceu depois de fazer essa declaração à GloboNews.

ELEIÇÕES 2022 (2)
Artur Lira também defendeu o voto imprenso, mas não pôs em dúvida a credibilidade da urna eletrônica. O deputado disse acreditar no sistema eleitoral brasileiro, mas que não se furtaria a um debate sobre melhorar “a auditabilidade da votação”. O texto quase foi derrubado na comissão especial que debate o tema, antes do recesso, e passa por votações para atrair mais apoio dos membros do colegiado. “Não vejo dificuldade em aumentar o rigor de auditagem nas urnas. Mas eu fui eleito para dois mandatos de deputado, dois de vereador, três de deputado estadual e três federais nesse sistema. Não há dúvida de que o sistema é confiável”, disse.

 

QUASE LÁ
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, concorra a algum cargo nas eleições de 2022. O presidente repetiu a sugestão de que ele se candidate a governador de São Paulo e teceu elogios. “Se ele vier candidato por São Paulo, ele nem precisa fazer campanha”, alegou. No comando do estado paulista está João Doria, um dos principais opositores políticos do presidente. Bolsonaro relatou ainda que aconselhou Tarcísio a conceder entrevistas a programas de rádios, a exemplo do que ele próprio tem feito nas últimas semanas.

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