(*) Luci Léa

Dia 26 de julho é o dia de Sant’Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora, avós de Jesus Cristo. Em razão disso, a homenagem também se estende aos avôs e avós de plantão que residem em nossas casas.
Avôs e avós são símbolos de carinho e representam um verdadeiro porto seguro, um alicerce emocional, uma âncora sob a forma de proteção para seus netos. O amor e o carinho que advém da presença dos avós, desenvolvem a autoconfiança e o acolhimento necessários para o aprendizado, a vivência e as descobertas do início de vida da criança.
Assim, essas crianças acabam por descobrir que, crescer com o carinho do avô e da avó é muito mais gostoso, à medida que compartilham de seus saberes e ensinamentos. Seja através de curiosidades, histórias de vida da família, histórias infantis, cantigas e brincadeiras, e outros conhecimentos que tais.

Dessa convivência resulta uma troca recíproca. Enquanto os netos aprendem com a sabedoria dos avós, estes bebem da fonte de juventude e de energia dos netos – ao estarem junto deles jogando bola, pulando corda, brincando no parque, montando quebra-cabeças, desenhando, jogando videogame e, também aprendendo com eles conhecimentos e atualização relacionados à informática e Internet.

Quanto às brincadeiras, elas funcionam como um exercício para a saúde física e mental dos avós, já a atualização produtiva virtual com os netos promove a conexão dos avós com a sociedade contemporânea, uma maneira de envelhecer sem perder o espírito jovem. A verdade é que, as experiências constatam que a presença na vida dos netos pode aumentar a expectativa de vida das avós e avôs.

Sobre a importância dos netos na vida dos avós, Rachel de Queirós afirma que: “Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu… eles são amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele vazio nostálgico que o repetir do tempo lhe traz.”

Quanto a mim, posso dizer que o nascimento de meus netos deu uma baita reviravolta em minha vida, e devo confessar que, hoje, não saberia viver sem os meus lindos pacotinhos em formato de gente que Deus me presenteou.

Ana Clara foi a minha primeira experiência de ser avó. Hoje, ela está com 13 anos e no alto de seus 1,72 cm de altura, linda, carinhosa, e meiga me diz, quase todos os dias:

– Vovozinha querida você é linda, é maravilhosa. Eu estava com saudade de você, viu vó? Quando você ficar velhinha eu vou cuidar de você…!
Mas, não demorou muito para ela cumprir a promessa. Ocorre que, dias atrás estive dodói, e lá estava ela a postos, com todo empenho e em período integral, a cuidar de mim com total desvelo. Não tem como agradecer e não amar uma pessoa dessa!
Depois da Ana veio o Miguel Arturo, que desde pequeno ao chegar ao portão de casa pulava e gritava com todos os pulmões:
– Vóóoooo…vovóó?

E, hoje ainda ele vem em disparada, me abraça num abraço daqueles de quebrar costelas. Carinho de menino é assim: pesado, bruto, mas honesto e gostoso, próprio de crianças espontâneas. Miguel é um lindo garoto de oito anos, amoroso, de riso fácil e interessante, menino de estilo invejável. Ele gosta de brincar com ferramentas e aqui em casa já martelou e parafusou tudo o que podia, sob o olhar da vovó desparafusada e incrédula.
Por último, quando ninguém esperava, eis que chega uma menininha daquelas que desde o início sabia pra que veio ao mundo, e já foi logo dizendo:

– Tô aqui, Cheguei! (Veio até antes da hora).
O nome dela é Lívia Daniele, e desde que nasceu tomou conta do que restava de loteamento de nossos corações. Hoje, Lívia linda tem cinco anos, tipo mignon, esbanja simpatia e graça, e tem jogo de cintura para todas as ocasiões e situações. Abraça até afogar e não economiza no “eu te amo”. É irresistível, uma graça!

Crianças! É incrível ver vocês crescendo e se abrindo para a vida, porém, ao mesmo tempo, penso que estes momentos sublimes que passamos juntos passam rápido demais…, eles bem poderiam se congelar (que nem imagem de máquina fotográfica) para que sejam eternizados no tempo e na memória de vocês e na minha, naturalmente!

Netíssimos, muito obrigada pelo amor, afeto e carinho sinceros de vocês. Vocês que são os meus lindos e queridos mensageiros de Deus revestidos de netos, vocês que são as flores mais belas do jardim de minha vida e o arco íris que dá colorido à minha existência. Eu os amo para sempre e do fundo de meu coração – sintam-se abraçados e protegidos. Beijos.
Vovós e vovôs do Brasil, que suas famílias fiquem bem, todos vivam em harmonia, com saúde, felizes e unidas, sob as bênçãos do Senhor Jesus – é o que desejo a todos, nessa data tão especial.

(*) LUCI LÉA LOPES MARTINS TESORO, Doutora em História Social pela USP e avó de plantão, nesse momento

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