Entidade defende continuidade das aulas remotas até que 100% da categoria esteja imunizada contra a Covid-19 (Foto – Arquivo)

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) reafirmou a defesa da entidade pela continuidade das aulas remotas até que 100% da categoria esteja imunizada contra a Covid-19.

A defesa foi reafirmada a partir de levantamento que notificou, nos 20 primeiros dias do mês de julho, a média de um óbito por Covid-19 a cada dois dias, entre os profissionais da educação. Das mortes notificadas no período, 60% foram de trabalhadores da educação na ativa e com menos de 50 anos.

No entanto, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu liminar nesta semana para que a lei aprovada pela Assembleia Legislativa (ALMT), que condicionava o retorno das aulas presenciais no Estado com a vacinação de todos profissionais da Educação, não tenha efeito.

 

 

————  CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE  ————————————————————————————————

 

 

Apesar do baixo índice de imunização no estado de Mato Grosso, o Sindicato diz acreditar na vacina como a melhor blindagem ao vírus. Nesse sentido, atesta que o percentual de imunidade ainda é insuficiente para garantir segurança do retorno às aulas presenciais nas escolas públicas de Mato Grosso.

Para o Sintep/MT, a vacinação, por si só, não assegura o retorno com segurança às atividades presenciais, na escola pública. “Os governos têm forjado uma normalidade, a mesma que levou a mais de meio milhão de mortes no país, pela inércia federal na compra dos imunizantes. Assim como, no estado, a inoperância do governo Mauro Mendes para o desenvolvimento de medidas que assegurem a todos os estudantes e profissionais o desenvolvimento pedagógico fundamental para as aulas remotas”, destaca o dirigente estadual do Sintep/MT e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), Gilmar Soares.

Na concepção do Sindicato, ao defender a reabertura das escolas para atividades presenciais, os governos mais uma vez “lavam as mãos” para as vítimas que por ventura venham a se contaminar e até falecer, em virtude do contágio. “A sociedade, as famílias, os profissionais da educação, os estudantes precisam ser ouvidos para o retorno às aulas presenciais! Não pode ser uma determinação superior unilateral”, afirma a secretária adjunta de Políticas Educacionais do Sintep/MT, Maria Luiza Zanirato.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here