Mais de 200 famílias já ocupam novo loteamento sem nenhuma infraestrutura básica (Foto – Divulgação)

Primeiro coloca os moradores, depois leva a infraestrutura. A ordem inversa do que exige a lei novamente vem sendo verificada na área da habitação popular em Rondonópolis. Essa realidade que foi duramente criticada com a ocupação do bairro “Alfredo de Castro”, na primeira gestão do prefeito Zé Carlos do Pátio, agora se repete na ocupação do Loteamento “Maria Amélia de Araújo”, no começo da Rodovia do Peixe.

Até então a promessa do Município era criar esse novo loteamento social com toda infraestrutura básica, como rede água, energia elétrica, iluminação pública e pavimentação. No entanto, mal começou a abertura das ruas e divisão dos lotes na área e o Município já começou a levar famílias para o local sem que os trabalhos de infraestrutura estejam providenciados.

 

 

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O loteamento está sendo instalado em uma área com 28 hectares e conta com mais de 400 terrenos que serão destinados para famílias de baixa renda de Rondonópolis. Cerca de 1.200 pessoas poderão ser beneficiadas. Acredita-se que no momento mais de 200 famílias já estejam ocupando a área sem as condições básicas de habitação.

Vale destacar que a postura atenta contra as leis municipais, que exigem que todos os novos bairros e loteamentos em Rondonópolis sejam criados com infraestrutura, como rede de água e luz, ruas asfaltadas e outras. Nesse caso, a Prefeitura já contratou a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) para fazer as obras de pavimentação e drenagem no local, mas não estão prontas.

O poder público atesta também que o Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (SANEAR) já está no local realizando a abertura das valas que vão abrigar a rede de abastecimento de água, bem como a Energisa já está realizando os trabalhos de extensão de rede de energia e iluminação pública. Mas, em vez de esperar a dotação da estrutura, o Município se antecipou no processo de ocupação do local.

“Isso não é dar dignidade, dignidade é você fazer a infraestrutura, as casas minimamente decentes e depois selecionar os cidadãos por meio dos programas sociais da Secretaria Municipal de Habitação, da Assistência Social”, alertou ainda em 2019 o então vereador Thiago Muniz, quando soube da intenção da criação desse tipo de loteamento na cidade.

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