(*) Wilse Arena

O amor. Ah! O amor! Tema de inúmeros poemas e poesias e ninguém se cansa de ler e curtir. Por que, então, crimes passionais acontecem tão amiúde? O que faz com que certas pessoas sejam capazes de transformar um sentimento ou emoção com alto grau de afeto em sentimento de posse que as levam a se considerar proprietária da vida do (a) outro (a) ao ponto de tirá-la segundo seus próprios critérios?

É, porque esse é o resultado quando um sentimento tão lindo de afeição, paixão e grande desejo, como o amor, que deveria unir dois amantes, acaba levando, um dos dois, primeiramente, a sentir um certo desprezo em relação ao outro, seguido de indiferença, ódio e culminar em assassinato.
Na maioria das vezes, a vítima sequer tem a chance de se defender. Simplesmente sucumbe por causa de ciúme, que nem sempre procede, mas que parece real do ponto de vista do (a) assassino (a).

Como evitar tragédias desta natureza? Bem, a questão é perceber os sinais e terminar o relacionamento assim que ele começar a apresentar controle excessivo, ciúmes e/ou falta de respeito de uma das partes em relação à outra, pois tais sentimentos e atitudes estimulam a ansiedade, a desconfiança e a raiva.

E mais, não cair em armadilhas de arrependimentos pós-facto, pois uma atitude violenta é sempre acompanhada de outra e outra, todas seguidas de pedidos de perdão.

Não se iluda, uma pessoa nunca tem uma atitude violenta só uma vez, basta vivenciar uma situação semelhante que toda a sua agressividade emerge e cada vez de forma mais violenta, até que só é controlada com a morte do outro que a pessoa julga ser a causa de seu sofrimento.

Ou seja, amor, controle, ciúme, desprezo, indiferença, ódio e violência são sentimentos fortes e contraditórios que, se não são devidamente equacionados pelos envolvidos em uma relação romântica podem entrar em “ebulição” e levar a resultados negativos para uma das partes, quando não para ambas, pois assassinatos seguidos de suicídios também são comuns em casos de crimes passionais.

Enfim, como já dizia o grande e saudoso poeta Carlos Drummond de Andrade: “Amar se aprende amando”, então, vamos nos amar de forma saudável “(…) preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR”.

(*) Wilse Arena da Costa é professora, doutora em Educação. Palestrante, escritora e membro Fundadora da Academia Rondonopolitana de Letras/MT, Cadeira n° 10

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