(*) Jorge Manoel

O que é verdade? Você já perguntou a Platão?
Voltando uns séculos, ele te colocaria em uma caverna.
Não reflita só no que é. Seja iluso, a verdade pode ser sua.
Mas, nua ou crua? E se for a dualidade opaca da realidade?

Por que será que o mundo paralisado não indaga mais?
Talvez voltamos ao mais profundo da cripta global.
Crer, opinar, raciocinar e induzir para ver o mundo reluzir.
Ou tristemente para enganar-se e iludindo mentir.

Um pouquinho só à frente aristotelicamente é bem diferente.
Sentir, perceber, imaginar e memorizar como é lindo filosofar.
Para depois raciocinando intuir e o conhecimento construir.
Podendo empiricamente fazer a verdade brotar e aflorar.

Todos esses ideais parecem ter ficado para os ancestrais.
Tanto aportaram e contribuíram para o conhecimento!
Para hodiernamente ver flutuar seus pensamentos.
Verdade ou mentira? Não precisa pensar o dinheiro comprará.

O próprio filho de Deus quis dar testemunho do que é verdadeiro.
Pilatos, na sua vaidade, indagou o que é verdade?
Não que ele não soubesse ou quisesse uma resposta convincente!
Talvez procurasse justificativa para condenar um inocente.

Assim poderíamos entrar em outra vertente
Sobre a mera definição do que é justo ou injusto.
O primeiro é verdadeiro e o segundo mentiroso?
Muito depende do juiz ou da cultura do povo.

(*) Jorge Manoel é jornalista, intérprete de libras e poeta em Rondonópolis

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