Imagem mostra como ficou o local da queda do avião – (Foto: Reprodução)

Investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI), localizado em Brasília (DF), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), já atuam no caso do acidente envolvendo o avião bimotor de matrícula PT-KCH, que ocorreu por volta das 16h desta terça-feira (8/6), matando quatro pessoas em Rondonópolis.

 

 

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O CENIPA informou ontem ao A TRIBUNA que recebeu a notificação e busca maiores informações sobre a ocorrência desta semana em Rondonópolis. O objetivo das investigações, segundo informado, é prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram. “A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes”, repassou.

Enquanto a causa do acidente não é anunciada, relatos de testemunhas e profissionais da aviação local já dão indicativos do que possa ter contribuído para a tragédia. Os relatos são de que a aeronave tinha passado por uma manutenção e que o voo foi feito na sequência como forma de teste.

Imagem de uma das hélices da aeronave após o acidente – (Foto: Arquivo pessoal)

O piloto Denizar Novaes da Rocha diz que conhece o piloto da aeronave, o Nacionízio Jacó da Silva Filho (o Neno), há muito tempo e atesta que ele era muito experiente, com brevê desde a década de 1980. Denizar acredita, pelos relatos que ouviu, que o piloto não teve tempo de reação. “Creio que foi uma pane no motor que o pegou de calça curta, de surpresa”, avalia.

O empresário Daniel Bento estava no balneário Vale das Pedras e disse à reportagem que testemunhou o acidente. Ele conta que o avião estava voando baixo e, aparentemente, apenas um motor estava funcionado. “De repente, o avião caiu, despencou no meio da mata. Houve uma explosão após a queda e, depois, outra”, afirma. Com a queda, ele e um grupo de pessoas se direcionaram ao local do acidente, a cerca de 200 metros do balneário.

Chegando ao local da queda, Daniel diz que as vítimas já estavam mortas, com os corpos em chamas. “Fiquei chocado em ver as pessoas naquela situação, pegando fogo”, narrou. Contudo, ele acredita que um dos ocupantes, pela posição do corpo, após a queda, tentou sair dos destroços rastejando, mas acabou morrendo com a primeira explosão.

Daniel diz que ficou ainda mais comovido com a situação ao saber ontem que uma das vítimas era o agricultor Nelson, pessoa que tinha conhecido há alguns anos.

 

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