Preço do frete em Mato Grosso no primeiro quadrimestre do ano apresentou alta de 17,35% se comparado a média dos últimos 3 anos – (Foto: César Augusto)

A safra 2020/21 de milho tem se mostrado atípica também quanto ao valor do frete em Mato Grosso. Além do atraso na semeadura da cultura, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) registrou que o preço do frete em Mato Grosso no primeiro quadrimestre do ano apresentou alta de 17,35% se comparado a média dos últimos 3 anos e de 16,16% ante o ano de 2020.

 

 

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Agora, com as primeiras áreas colhidas de milho em Mato Grosso, a tendência da demanda por carretas é, historicamente, aumentar. Deste modo, segundo o Imea, o valor do frete pode ganhar força com o avanço da colheita e a necessidade de escoamento para o cumprimento dos contratos, podendo atingir patamares ainda mais elevados.

O Imea pontua ainda que a pressão sobre o preço do frete aumenta considerando que a maior parte da produção mato-grossense é escoada pelas rodovias. Para a cultura do milho, este período acontece entre a segunda quinzena de junho e a última de julho, em que a colheita costuma apresentar maiores evoluções semanais, e quando a necessidade de escoar o grão aumenta.

De acordo com relatório do Imea, as áreas de milho continuam previstas em 5,68 milhões de hectares na safra 20/21, porém a produtividade apresentou queda de 7,62% se comparada à estimativa anterior, exibindo rendimento de 93,80 sc/ha nas lavouras. Isso porque, o volume de chuvas em maio ficou abaixo da média dos últimos anos, o que comprometeu o desenvolvimento do cereal em algumas regiões do estado. Esse menor rendimento refletiu na queda da produção do cereal, ficando em 32,00 milhões de toneladas.

“Esse panorama na safra se deu, principalmente, em razão dos atrasos na semeadura do milho nessa safra, uma vez que 45,34% das áreas foram semeadas fora da janela ideal, reflexo dos atrasos na colheita da soja. Por fim, com o avanço da colheita nos próximos meses, será possível mensurar os reais impactos do déficit hídrico na produtividade do cereal em cada região do estado”, repassou o Imea.

 

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