O que poderia ser inimaginável quando a pandemia começou há um ano e três meses, hoje já é realidade, e se não houver controle poderá se transformar em uma tragédia ainda maior. Em Rondonópolis, são 800 vidas perdidas em decorrência da Covid-19. São 800 sonhos interrompidos. São famílias de luto tentando vencer a tristeza e encontrar formas de seguir a vida sem seus entes queridos. É preciso entender que 800 não é apenas um número. É uma marca triste e que deixa impactos que não se apagam com o passar dos anos. São filhos, mães, pais, avós, amigos, colegas de trabalho que jamais serão esquecidos e que tiveram seus sonhos interrompidos.

A pandemia também trouxe um componente ainda maior às perdas. Ninguém está preparado para perder alguém que estava trabalhando, estudando e fazendo projetos de vida de uma hora para outra. Pessoas saudáveis que do dia para a noite já não estavam mais aqui. Os caixões lacrados e o impedimento da realização dos velórios também agravam a tristeza de quem nem pode se despedir. É preciso olhar para a pandemia com olhos de humanidade e de empatia. A dor do outro não pode ser quantificada.

E, infelizmente, o impacto não está somente na vida daqueles que perderam quem amavam, a Covid-19 também trouxe sequelas físicas a muitos que se recuperaram. Essas pessoas veem a vida mudar. Há quem não consiga voltar a trabalhar como antes, quem precisa reaprender a andar, a falar e a respirar novamente. É mais um lado triste da pandemia.

Neste momento ainda é preciso ter esperança de que isso tudo irá ser superado, mesmo que “sequelas”, sejam elas físicas ou emocionais, não sejam revertidas. A vacina poderá trazer o fim da pandemia, mas haverá muito ainda a ser recuperado. Para muitos, a vida nunca será como antes.

Também é necessário compreender que a cidade passa novamente por um período difícil da pandemia, com número de casos subindo e UTIs lotadas. A pandemia não acabou e dias melhores dependem de todos nós. Cada um, precisa fazer sua parte com responsabilidade. A vida está diferente e mudanças são necessárias em alguns hábitos para que vidas sejam preservadas.

“A pandemia não acabou e dias melhores dependem de todos nós. Cada um, precisa fazer sua parte com responsabilidade.”

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