Vereador Júnior Mendonça: “Vejo com preocupação os fatos que estão aparecendo, mas ainda é preferível aguardar um pouco mais o caminhar das investigações” (Foto – Arquivo)

A situação envolvendo a Prefeitura de Rondonópolis, que mantém contratos desde 2017 com a Cooperativa de Trabalho do Vale do Teles Pires (Coopervale), alvo da Operação Esforço Comum, desencadeada nesta semana pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), pode gerar a abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) na Câmara Municipal, futuramente, caso surjam provas robustas. A avaliação foi repassada ao A TRIBUNA pelo advogado criminalista e vereador Júnior Mendonça (PT), o qual já vinha denunciado irregularidades nas contratações com a cooperativa antes mesmo desta última operação do Gaeco.

 

 

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“Nesse momento das investigações, os alvos se tratam de pessoas que representam a Coopervale e o seu lobista aqui na cidade, e as secretárias da Prefeitura de Rondonópolis, a qual informou que entregou todos os documentos requeridos na operação. Vejo com preocupação os fatos que estão aparecendo, mas ainda é preferível aguardar um pouco mais o caminhar das investigações, uma vez que ninguém ainda teve acesso aos autos, e só se sabe que é uma força tarefa do TCE [Tribunal de Contas de Mato Grosso] e do Gaeco”, disse o vereador.

O vereador que é advogado, inclusive especialista em situações dessa natureza, enfatiza que o caso é sério demais para se ficar abrindo CEI/CPI sem elementos conviventes de provas. Todavia, segundo Júnior Mendonça, ele acredita na competência de ambas as equipes e, tão logo apareçam fatos consubstanciados, a Câmara Municipal e todos os vereadores têm o dever de se manifestar. Além disso, pontua que, em que pese haver uma decisão liminar TCE suspendendo os contratos da Prefeitura com a Coopervale, os direitos dos trabalhadores devem ser preservados.

Conforme publicado pelo A TRIBUNA, em quase cinco anos, o Município já pagou à cooperativa cerca de R$ 145 milhões. Os valores se referem aos pagamentos efetuados pela Prefeitura e podem ser obtidos no Portal de Transparência do Município.

Por meio de representação de natureza interna, com pedido de medida cautelar, o TCE identificou evidências de superfaturamento na medição dos serviços liquidados e pagos pela Prefeitura de Rondonópolis à Coopervale, num montante superior a R$ 20 milhões.

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