Todo mundo sabe que nesta vida tudo passa. Por pior que seja a situação, ela vai passar e novos desafios virão. Mas, no que diz respeito aos seres humanos nada passa, assim, naturalmente. Não somos como uma fruta que amadurece, apodrece, cai, vira semente e reinicia o ciclo novamente. Nós não mudamos, amadurecemos e nos reinventamos inexoravelmente, ou seja, rigorosamente sempre do mesmo modo.

Somos seres que têm consciência de sua existência e de sua própria consciência, assim, por mais condicionados que possamos estar pelas circunstâncias, ainda nos resta a capacidade de reagir de forma criativa e irreverente e dar um rumo completamente diferente às nossas vidas.

O problema, então, é saber como agir ENQUANTO os problemas enfrentados persistem, principalmente por tempo indeterminado, como é o caso da pandemia da Covid-19, que vem assolando o mundo, desde o ano de 2019, e parece que vai durar por alguns anos ainda.

Tudo bem que já criaram a vacina, mas, além da mesma não ser garantia de que a pessoa vacinada estará livre totalmente da contaminação, ainda há o fato de que até toda a população estar vacinada vai levar meses. Portanto, mais que ser resistentes precisamos ser resilientes, isto é: não basta que a gente se conserve firme, não sucumba ou não ceda às pressões. É preciso mais que isso, é preciso ter flexibilidade, autoconhecimento, inteligência emocional e muita confiança para perseverar em nosso propósito de sobreviver com qualidade de vida.

“O principal objetivo da resiliência não é restaurar o passado, mas propiciar condições de dar um salto para frente. É a habilidade de manter o seu propósito enquanto você se adapta a novos métodos e procedimentos. Diz um velho ditado que não podemos controlar os ventos que sopram no nosso barco, mas podemos ajustar as velas para chegarmos ao nosso destino. É exatamente o que faz a pessoa resiliente: ajusta as velas para chegar ao objetivo, adaptando-se e agindo com flexibilidade diante da conjuntura adversa” (ERNESTO BERG, 2014).

Nessa perspectiva, ENQUANTO enfrentamos esse vírus, muitas vezes fatal, nós, os sobreviventes, devemos nos esforçar para sermos flexíveis, superar as pressões, os obstáculos e reagir positivamente a eles sem entrar em conflito psicológico ou emocional.

 

(*) Wilse Arena da Costa é Profa. Doutora em Educação. Palestrante, Escritora e Membro Fundadora da Academia Rondonopolitana de Letras/MT, Cadeira n° 10. Contato: [email protected]

 

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