(*) Wellington Fagundes

 

A pandemia da covid-19 tem nos ensinado várias lições, entre elas, a que confirma a interdependência das relações humanas, onde o comportamento de um pode gerar consequências para todo o grupo. É por isso que temos insistido em orientações sobre distanciamento social e hábitos de cuidados pessoais, como o uso do álcool em gel e máscara.

Mas outra lição também se evidencia neste momento: a necessidade de melhor estruturar e qualificar o atendimento em saúde para toda a população. O Sistema Único de Saúde que é considerado um dos melhores do mundo no atendimento gratuito à população, com uma rede de atendimento que chega aos recantos mais remotos do Brasil.

Soma-se ao SUS uma rede hospitalar que vem avançando a passos largos na adoção de novas tecnologias, na qualificação de sua mão-de-obra e no atendimento especializado aos pacientes.

E é nesse sentido que quero registrar aqui a história da Santa Casa de Rondonópolis, que completa neste maio 50 anos de fundação. Ela nasceu da determinação de um grupo de pessoas que acompanhavam a luta diária de pessoas que precisavam de atendimento em saúde e precisavam se deslocar até a capital – Cuiabá – para conseguir um tratamento.
A partir do desprendimento dos membros do Rotary e apoio da Igreja Católica, nascia, em 1971, uma das mais importantes unidades hospitalares da região.

Na época, Rondonópolis não disponibilizava atendimento gratuito de urgência e emergência (pronto-socorro) à comunidade carente. A Santa Casa nasceu, assim, como uma alternativa para essa demanda.
Nos primeiros anos de funcionamento do hospital, não existia nenhum convênio com o Poder Público e os atendimentos eram feitos de forma gratuita, com os custos mantidos por doações, subvenções, subsídios e com a receita gerada de pacientes particulares.

Nesses anos todos, a estrutura foi ampliada paulatinamente, fruto do trabalho e dedicação de toda a diretoria e a contribuição efetiva da sociedade e hoje oferece serviços de pronto atendimento, oncologia, UTI, clínica médica, pediatria e obstetrícia, além de um centro de imagens dos mais modernos e atendimento em covid-19, etc.
Ao reconhecer o papel dessa instituição de saúde, não deixei de dar a minha contribuição viabilizando recursos federais que ajudaram a estruturar melhor o atendimento à população.

Parabéns a todos que ajudaram a fazer dessa trajetória uma história marcada por muita dedicação e de vitórias sobre os desafios que surgiram, especialmente aos funcionários, equipe médica e de enfermagem e a toda a diretoria.

(*) Wellington Fagundes é senador por Mato Grosso.

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